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Prefeito Luiz Fernando faz diagnóstico da pandemia em Jundiaí

Publicada em 22/05/2020 às 17:36

O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, confirmou a participação dos dois promotores públicos da cidade, que acompanham o desenvolvimento da pandemia pela Covid-19, em reunião do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), articulada pelo governo municipal. Da reunião participaram, além dos promotores e gestores, os representantes dos grupos privados do setor hospitalar do município.

‘Queremos entender o horizonte para as próximas três ou quatro semanas’, disse o prefeito no Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus

“A nossa ideia foi entender, nesse avanço do novo Coronavírus, em Jundiaí, no Estado de São Paulo e no Brasil, as ações que o Poder Público tem realizado e buscarmos informações no setor privado para entender volume de leitos, capacidade de expansão, nessa área”, informou o chefe do Executivo.

TVTEC – Seria então fazer um diagnóstico deste momento, prefeito?

LUIZ FERNANDO MACHADO – Exato. Procuramos fazer um diagnóstico atualizado da situação da crise neste instante nos hospitais privados, no setor público, e entender o horizonte para as próximas três ou quatro semanas.

Em relação aos momentos anteriores da pandemia, como estamos hoje?

É importante dizer, com transparência, à nossa sociedade, que há um crescente de casos e que há também, uma ocupação nos leitos de enfermaria e UTI, nunca ocorrida na nossa cidade, nesses tempos de crise de Coronavírus. Portanto, todo cuidado nesse momento da crise, é essencial para que nós possamos passar por ela dando suporte e atendimento a todos aqueles que necessitam.

O Brasil teve, no dia 19 de maio, um recorde de mortes em 24 horas. A cidade de São Paulo está com o sistema hospitalar quase saturado. Jundiaí está preparada para enfrentar essa situação cada vez mais próxima da gente?

A nossa estrutura hospitalar é muito sólida. Temos em Jundiaí e nossa região uma das melhores estruturas hospitalares com relação à oferta de leitos e quantidade de profissionais da Saúde por habitante. Temos uma rede bem robusta para poder suportar esse momento que estamos vivendo. Mas com absoluta atenção a esse crescente de casos. Ela não pode saturar o nosso sistema de Saúde. Atualmente temos um número equivalente de entradas e altas nos hospitais. Neste momento, estamos fazendo esse controle.

De que modo o senhor classificaria o quadro atual? Com que palavra?

Eu reitero o que já disse. Nesse momento, não temos uma situação de alarmismo. Temos uma ocupação, em Jundiaí, de cerca de 59% das nossas UTIs, utilizamos um percentual de respiradores que não chegou a 50%. O que nos preocupa – e isso precisa ficar claro – é o crescente no número de internações para enfermaria que podem evoluir, eventualmente, para uma situação de UTI e uso da ventilação mecânica. Por isso todo cuidado é pouco.

Quando o senhor fala que ‘todo cuidado é pouco’, o que mais pode se fazer ou deve ser feito, na sua opinião, para prevenir, conter a pandemia?

A orientação do governo, neste momento, é para que aqueles que podem se manter no distanciamento social, mantenham-se desse modo, assim como todos os que saem de suas casas, para o trabalho ou por necessidade, que busquem a higienização das mãos, durante o seu dia e que todos utilizem as máscaras, cada vez mais essenciais para evitar a contaminação de outra pessoa se estiver contaminado e evite ser contaminado também.

Existe possibilidade de recorrermos aqui a um hospital de campanha?

O nosso hospital de campanha está semipronto. Já ocupamos aquele espaço que foi visitado semanas atrás. Ele já está com sua estrutura física montada, com as macas e um setor em preparação para receber uma certa quantidade de pessoas, caso isso vem a ser necessário. Nosso maior desafio, porém, é a contratação de profissionais de Saúde, drama vivido em todo o Brasil. Essa contratação, no município, está numa escala de prioridade alta, por meio do Hospital São Vicente. O assunto foi tratado na reunião que fizemos também. A ideia é fortalecer esse setor da estrutura hospitalar, para atender aqueles que eventualmente precisarem ser socorridos.

O número de casos de pessoas portadoras do vírus tem aumentado rapidamente na cidade. Isso está ligado a testagem que foi intensificada faz uma semana?

Toda e qualquer cidade vive o fenômeno da subnotificação. Jundiaí optou por outro caminho, o da ampla testagem para poder perceber estatisticamente qual o volume de pessoas que está com o Coronavírus entre nós. Com os 20 mil testes que faremos, teremos um boa investigação epidemiológica. Por ela, saberemos onde estão localizados os casos.  E isso tornará possível compreender o deslocamento dessas pessoas e os locais por elas afetados.

Quais as outras possibilidades que essa grande testagem trazer, acompanhadas da compreensão do quadro epidemiológico?

É uma testagem para que as ações sejam tomadas de modo mais específico, orientadas. Quando se vê, por exemplo, que o bairro do Anhangabaú é um dos que mais casos tem na cidade, você adota ações específicas para essa região da cidade – orientação e aumento de fiscalização nos espaços de natureza essencial. Nossa estratégia, em toda cidade, está baseada na ciência, na boa técnica, na boa Medicina, transformadas numa boa política pública de enfrentamento da doença.

E os outros setores da vida pública, como estão? Existem obras que precisaram ser paradas por causa da pandemia?

As obras, sejam públicas ou da iniciativa privada, têm o aspecto importante da geração e manutenção do emprego. Se você para tudo que está fazendo, de uma hora para outra, dentro de uma cidade para as obras que estão contratadas ou mesmo serviços que são essenciais, você terá como efeito imediato o desemprego. Aqui nós pautamos a gestão da crise por cuidar do combate ao Coronavírus, mas com a manutenção e continuidade das obras em andamento. Com um único objetivo: entrega-las à população, como foi o caso da Unidade Básica de Saúde do Jundiaí-Mirim, da do Jardim do Lago ou da UPA da Vila Hortolândia, em plena construção. Além de darmos essa boa infraestrutura à cidade, até para enfrentar o Coronavírus, estamos mantendo o emprego dessas pessoas. Fomentando a atividade da Construção Civil envolve uma cadeia produtiva que envolve muita gente.

 Fonte: Boletim TVTEC 122


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