{"id":139260,"date":"2026-08-24T09:04:41","date_gmt":"2026-08-24T12:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/?p=139260"},"modified":"2026-08-24T09:04:41","modified_gmt":"2026-08-24T12:04:41","slug":"veja-como-a-perda-de-forca-muscular-e-sinal-de-alerta-para-declinio-da-mobilidade-na-velhice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/2026\/08\/24\/veja-como-a-perda-de-forca-muscular-e-sinal-de-alerta-para-declinio-da-mobilidade-na-velhice\/","title":{"rendered":"Veja como a perda de for\u00e7a muscular \u00e9 sinal de alerta para decl\u00ednio da mobilidade na velhice"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido) identificou uma forma alternativa de prever a perda de mobilidade na velhice. O grupo constatou que a redu\u00e7\u00e3o de 15% na for\u00e7a muscular j\u00e1 \u00e9 suficiente para antecipar a lentid\u00e3o na caminhada, mesmo entre os idosos que ainda apresentam for\u00e7a acima dos valores considerados normais. Esse decl\u00ednio na velocidade \u00e9 um alerta cl\u00ednico relevante, pois a lentid\u00e3o ao caminhar costuma indicar um risco aumentado de quedas, hospitaliza\u00e7\u00f5es e perda da independ\u00eancia para as atividades do dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1025\" height=\"676\" src=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/08\/exercicio-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-139262\" srcset=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/08\/exercicio-1.jpeg 1025w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/08\/exercicio-1-300x198.jpeg 300w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/08\/exercicio-1-768x507.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1025px) 100vw, 1025px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja como a perda de for\u00e7a muscular \u00e9 sinal de alerta para decl\u00ednio da mobilidade na velhice<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Apoiado pela Fapesp, o trabalho acompanhou a for\u00e7a do aperto de m\u00e3o e a velocidade de marcha de 4.541 pessoas com 60 anos ou mais ao longo de 12 anos. Os participantes integram o ELSA (Estudo Longitudinal Ingl\u00eas do Envelhecimento), um dos maiores estudos sobre envelhecimento do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa amostra, os pesquisadores conclu\u00edram que, para proteger a mobilidade na terceira idade, mais importante do que observar valores absolutos e est\u00e1ticos de for\u00e7a \u00e9 monitorar a sua evolu\u00e7\u00e3o e o ritmo de perda ao longo do tempo. Os resultados da pesquisa foram publicados em mar\u00e7o na revista&nbsp;<em>GeroScience<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para avaliar a for\u00e7a, os cientistas costumam usar como par\u00e2metro o aperto de m\u00e3o (preens\u00e3o manual). Como o envelhecimento e a perda de massa muscular afetam o nosso organismo de forma generalizada, as m\u00e3os funcionam como um \u201cterm\u00f4metro\u201d para a sa\u00fade muscular global. Ou seja, se o aperto de m\u00e3o de um idoso est\u00e1 ficando mais fraco, \u00e9 um alerta de que os m\u00fasculos de outras partes essenciais do corpo, como as pernas e o tronco, tamb\u00e9m est\u00e3o perdendo o vigor. \u00c9 um teste r\u00e1pido, barato e que revela muito sobre a capacidade f\u00edsica geral da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, a fraqueza \u00e9 diagnosticada quando a pessoa idosa atinge valores abaixo de um limite preestabelecido, como menos de 27 kg de for\u00e7a manual para homens e 16 kg para mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas nesse estudo observamos que, mesmo os indiv\u00edduos que se mantiveram acima do limite m\u00ednimo, com a perda de 15% da for\u00e7a entraram num processo que culminou na lentid\u00e3o da caminhada\u201d, conta Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e coordenador do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta, no entanto, que n\u00e3o \u00e9 o caso de ignorar os \u00edndices tradicionais de for\u00e7a muscular. \u201cContinuam sendo de grande import\u00e2ncia para a pr\u00e1tica cl\u00ednica, pois identificam indiv\u00edduos que apresentam fraqueza muscular. O que o estudo traz de novo \u00e9 um olhar mais personalizado, que compara a for\u00e7a atual do indiv\u00edduo com a que ele j\u00e1 teve no passado. Isso \u00e9 muito importante, pois permite identificar pessoas que, mesmo ainda acima do padr\u00e3o m\u00ednimo, j\u00e1 mostram sinais de que podem perder mobilidade, um dos principais sinais de fragilidade \u2013 condi\u00e7\u00e3o que aumenta o risco de quedas, hospitaliza\u00e7\u00f5es e morte na velhice\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sinal de alerta<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os resultados revelam que os idosos que perderam entre 15% e 20% da for\u00e7a muscular ao longo dos 12 anos de acompanhamento tiveram um decl\u00ednio de 0,007 metro por segundo (m\/s) por ano na velocidade da caminhada, acumulando uma perda de 0,189 m\/s no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cParece pouca coisa, mas, do ponto de vista cl\u00ednico, trata-se de uma queda expressiva da velocidade de caminhada. Para se ter uma ideia, ela representa cerca de um quarto do valor que temos como refer\u00eancia [0,8 m\/s]. Velocidades abaixo de 0,8 m\/s j\u00e1 s\u00e3o consideradas lentid\u00e3o de caminhada e um importante sinal de alerta para a sa\u00fade do idoso\u201d, conta Alexandre \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os participantes que perderam mais de 20% da for\u00e7a, houve uma redu\u00e7\u00e3o da velocidade de 0,004 m\/s (ou a perda de 0,144 m\/s no acumulado de 12 anos). Em ambos os casos, a perda foi maior do que a observada entre os participantes que mantiveram a for\u00e7a est\u00e1vel, dentro de uma varia\u00e7\u00e3o de at\u00e9 5%.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA for\u00e7a muscular \u00e9 um dos pilares da mobilidade. Embora equil\u00edbrio, aus\u00eancia de dor, flexibilidade e capacidade cardiorrespirat\u00f3ria tamb\u00e9m influenciem, sem uma reserva m\u00ednima de for\u00e7a o corpo n\u00e3o consegue sustentar movimentos b\u00e1sicos, como se levantar, caminhar ou manter estabilidade em p\u00e9\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cO que descobrimos nesse estudo \u00e9 que, mesmo em pessoas idosas com n\u00edveis acima do padr\u00e3o m\u00ednimo de for\u00e7a, uma perda de 15% j\u00e1 \u00e9 suficiente para colocar a mobilidade em risco. Ou seja, n\u00e3o basta apenas estar dentro do valor padr\u00e3o, \u00e9 preciso acompanhar como essa for\u00e7a muda ao longo do tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores, o achado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de acompanhar n\u00e3o apenas valores absolutos de for\u00e7a, mas a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. A perda de mais de 15% pode funcionar como um ponto de corte cl\u00ednico para identificar precocemente idosos em risco de piora da mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse monitoramento na pr\u00e1tica cl\u00ednica \u00e9 importante, pois quanto mais cedo o risco de lentid\u00e3o de caminhada for identificado, mais f\u00e1cil ser\u00e1 reverter esse quadro a partir da pr\u00e1tica de muscula\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o adequada\u201d, diz Alexandre.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador destaca ainda que o envelhecimento \u00e9 um processo natural e esperado, mas exige aten\u00e7\u00e3o para o ritmo das mudan\u00e7as e as particularidades de cada um. \u201cO envelhecimento ideal \u00e9 aquele em que as mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas acontecem dentro do esperado para a idade. O sinal de alerta surge quando a altera\u00e7\u00e3o \u00e9 muito r\u00e1pida, tanto de for\u00e7a quanto de peso ou comportamento. Nessas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso investigar imediatamente as poss\u00edveis causas\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia de Not\u00edcias do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apoiado pela Fapesp, o trabalho acompanhou a for\u00e7a do aperto de m\u00e3o e a velocidade de marcha de 4.541 pessoas com 60 anos ou mais ao longo de 12 anos<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":139261,"comment_status":"closed","ping_status":"0","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29,2839],"tags":[],"class_list":["post-139260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139260"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139263,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139260\/revisions\/139263"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}