{"id":74983,"date":"2021-04-30T10:01:41","date_gmt":"2021-04-30T13:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/?p=74983"},"modified":"2021-04-30T10:01:41","modified_gmt":"2021-04-30T13:01:41","slug":"pegadas-de-dinossauros-sao-encontradas-em-rochas-no-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/2021\/04\/30\/pegadas-de-dinossauros-sao-encontradas-em-rochas-no-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Pegadas de dinossauros s\u00e3o encontradas em rochas no Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s uma extensa pesquisa, fruto de diversas escava\u00e7\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es, pesquisadores encontraram pegadas de dinossauros \u00e0s margens do Rio Nioaque, na cidade com o mesmo nome, a 165 km de Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi feita pelos cientistas do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB\/CPRM) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al\u00e9m do registro das pegadas, os pesquisadores coletaram f\u00f3sseis de um pequeno invertebrado identificados em uma uma esp\u00e9cie de toca cavada por animais extintos que viviam em abrigos subterr\u00e2neos, chamados de paleotoca.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do estudo foram publicados, nessa segunda (26), no &#8220;Journal of South American Earth Sciences&#8221;, revista cient\u00edfica dedicada \u00e0s ci\u00eancias da terra, assinado pelos paleont\u00f3logos Rafael Costa da Silva, do Museu de Ci\u00eancias da Terra (MCTer) do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil, Maria Izabel Lima de Manes e Sandro Marcelo Scheffler, que ambos s\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1008\" height=\"398\" src=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/imagem-alta-resolucao-dinossauros.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74985\" srcset=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/imagem-alta-resolucao-dinossauros.jpg 1008w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/imagem-alta-resolucao-dinossauros-300x118.jpg 300w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/imagem-alta-resolucao-dinossauros-768x303.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px\" \/><figcaption>Pesquisadores brasileiros encontram pegadas de dinossauros em Mato Grosso do Sul<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O paleont\u00f3logo Rafael Costa da Silva explica que as rochas onde foram encontradas as pegadas s\u00e3o do tipo Botucatu, que s\u00e3o caracter\u00edsticas de um extenso deserto que cobriu uma ampla \u00e1rea entre o Uruguai e o Mato Grosso do Sul h\u00e1 140 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os pesquisadores foram identificadas pegadas e trilhas de dinossauros carn\u00edvoros e herb\u00edvoros. O tamanho dos animais, calculado a partir das pegadas, variava de um at\u00e9 seis metros de comprimento. Rafael explica que a pesquisa feita para chegar a conclus\u00e3o de que as fissuras eram pegadas foi extensa. &#8220;Encontramos pegadas de cinco ou seis animais diferentes&#8221;, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A expedi\u00e7\u00e3o<br><\/strong>Os resultados apresentados ao p\u00fablico nesta semana foram coletados entre 2017 e 2018. O paleont\u00f3logo Rafael Costa da Silva explica que ap\u00f3s as coletas, um longo estudo de observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lises foi feito para identificar se aquelas pegadas poderiam ser de dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foram feitas v\u00e1rias an\u00e1lises para chegarmos a conclus\u00e3o que era uma pegada de dinossauro. A gente tem que fazer compara\u00e7\u00f5es com outras coisas j\u00e1 estudadas no mundo para entender melhor o que estamos vendo ali&#8221;, detalhou Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>O paleont\u00f3logo diz que a expedi\u00e7\u00e3o em busca dos resqu\u00edcios do per\u00edodo jur\u00e1ssico come\u00e7ou em 1990 em Nioaque (MS), quando o pesquisador sul-mato-grossense, Gilson Martins encontrou as primeiras pegadas na regi\u00e3o. Desde ent\u00e3o, Rafael comenta que as idas \u00e0 regi\u00e3o da Serra da Bodoquena aumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao longo do tempo n\u00f3s conseguimos fazer v\u00e1rias pesquisas de campo. Atrav\u00e9s disso, conseguimos entender o que era aquela rocha, como ela foi formada e encontramos outras pegadas de dinossauro que mostram que s\u00e3o rochas do per\u00edodo cret\u00e1ceo, per\u00edodo dos dinossauros&#8221;, relatou.<br>Ao analisar os f\u00f3sseis e as pegadas encontradas, os pesquisadores descobriram possibilidades do passado da regi\u00e3o de Nioaque (MS), h\u00e1 140 milh\u00f5es. Ali, com a an\u00e1lise das rochas, a regi\u00e3o era um extenso deserto com alguns \u00e1reas alagadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ressalta-se que o trabalho de campo foi realizado com o objetivo de compreender o contexto preservacional das pegadas, e a descoberta desse sistema deposicional foi inteiramente acidental. Os resultados aqui apresentados n\u00e3o completam o estudo, mas apresentam um primeiro reconhecimento dos dep\u00f3sitos fluviais e incentivam a continuidade dos estudos na regi\u00e3o&#8221;, explicou o paleont\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que as rochas dizem da regi\u00e3o de MS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1008\" height=\"389\" src=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/1-s2.0-s0895981121001863-gr6-lrg.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74984\" srcset=\"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/1-s2.0-s0895981121001863-gr6-lrg.jpg 1008w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/1-s2.0-s0895981121001863-gr6-lrg-300x116.jpg 300w, https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/1-s2.0-s0895981121001863-gr6-lrg-768x296.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px\" \/><figcaption>Rocha na regi\u00e3o de Nioaque (MS) tem caracter\u00edstica de esponja e ret\u00e9m \u00e1gua<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As rochas na regi\u00e3o de Nioaque (MS), segundo Rafael, s\u00e3o conhecidas como forma\u00e7\u00e3o Botucatu. O pesquisador explica que essas forma\u00e7\u00f5es s\u00e3o como uma esponja e mostram que o ali, naquele local, havia um grande deserto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este arenito foi formado em um grande deserto de dunas. Ent\u00e3o depois do deserto, foi se transformando em rochas, com a areia se compactando. O que descobrimos em Nioaque \u00e9 que nesta \u00e9poca des\u00e9rtica, que hoje \u00e9 Nioaque, tinha rios. Eram rios e desertos&#8221;, explicou Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>O paleont\u00f3logo disse que, conforme os estudos e an\u00e1lise, as rochas encontradas na regi\u00e3o de Nioque (MS) s\u00e3o de origem fluvial e &#8220;com o tempo, este sistema fluvial desapareceu e o deserto cobriu&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador detalhou a maneira em que as pegadas encontradas foram fixadas nas rochas do tipo Botucatu:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A hip\u00f3tese de forma\u00e7\u00e3o de pegadas, o animal pisa sobre o sedimento arenoso rec\u00e9m-depositado, ainda pl\u00e1stico, penetrando-o e atingindo a camada de silte abaixo, mais compacta. Assim, a trilha \u00e9 produzida no limite entre essas duas litologias , sendo imediatamente coberta pela areia. Esse processo pode aumentar o potencial de preserva\u00e7\u00e3o de pegadas, pois eliminaria a exposi\u00e7\u00e3o ao ar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pesquisador, encontrar as pegadas e entender a complexidade das rochas ajuda a ampliar o conhecimento sobre os estudos em paleontologia e fortalecer a pesquisa na \u00e1rea de Nioaque (MS).<\/p>\n\n\n\n<p><em>(Fonte\/Imagem: G1)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas tamb\u00e9m coletaram f\u00f3sseis que podem ser de 140 milh\u00f5es anos atr\u00e1s, em Nioaque (MS)<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":74985,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2833,1],"tags":[],"class_list":["post-74983","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74983"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74986,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983\/revisions\/74986"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvtecjundiai.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}