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TVTEC Blog com Pedro Fávaro Jr.
05
outubro 2017

Ser online ou não ser, eis a questão!

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Por Pedro Fávaro Jr.

Mundo online ou mundo offline. Vamos nós, de novo! Agora, de um jeito bem prático. Tem um mundaréu de gente estacionada no mundo offline. Quem?  Primeiro, os que batem nos 65 nesses nossos tempos. Incapazes de entender ou constatar a existência de uma geração inteira que chega à maioridade, aos 21 anos, nascida e criada na web, na internet, nos celulares, nos notebooks e PCs, nas redes sociais – ICQ, Orkut, MSN e agora Facebook, Instagram, WhathsApp et caetera (quem em latim significa ‘e os demais’) …

O medo trava. “Isso é coisa dos capitalistas que ficam espionando a gente”, dizem aqueles que acham que celulares, smart tvs e estações fixas têm olhos e ouvidos. “Coisa de comunista”, dizem do outro lado. Esses medrosos todos acreditam haver agentes secretos designados para vigiar você, sua conta do banco e suas ações capazes de revolucionar a vida no mundo (ah, que dó!). Quem tem preconceitos, quase sempre. Os preconceitos são crenças limitantes sobre assuntos e temas dos quais, geralmente, o defensor da ideia ultrapassada, caduca, não tem o menor conhecimento. E pelas quais dá a vida, inutilmente, só para ter razão.

Parece enrolation? Então vou clarear. Ezequiel é um motorista de táxi de Jundiaí. Na faixa dos 50 anos. Veio do norte, onde lidava com boiadeiros. Os boiadeiros, para tocar os rebanhos, se vestem de roupas de couro como proteção. E aí você pergunta: o motorista de táxi se veste assim também? Não. Ele criou um uniforme, sóbrio, camisa branca de mangas curtas (ou compridas, dependendo da estação), calça e sapatos pretos.

Ao contrário de uma leva de motoristas que têm medo das maquininhas de cartões de crédito e débito, a dele aceita todos os tipos de cartões de todos os bancos. Se você perguntar a ele que tipo de profissional ele é, ele confirma: “Sou um profissional online”.

E explica sem medo: “Não existe sociedade sem internet, sem maquinhas, sem redes sociais, sem celular”. Lembra que há vinte anos via todo mundo reclamar do “dinheiro de plástico”. Não reclamava: raciocinava e tinha certeza de que, não demoraria, quem não desse atenção ao assunto ia se dar mal. Acertou!

Acredita que a televisão agora é a “terceira tela”. Primeiro, a tela do celular. Depois a do notebook ou PC. “Aliás, se você quiser ver, uso um programa no meu para deixar agendadas todas as contratações deste e do próximo mês”, adianta. E mostra. Está tudo lá, com nome e endereço do cliente, tamanho e preço da corrida, tudo impecável. Outra coisa: bem visível está a identidade e a concessão do serviço. “Tem gente que não põe aí porque diz que a fiscalização é falha. Eu ponho. Para mostra que sou um serviço público”, arremata. Avalia que se você quiser melhorar as coisas, tem que adotar uma postura melhor sempre.

“Eu não perco meu tempo focado no trabalho ou no comportamento dos outros. Eu resolvi estar online, ser online: e isso quer dizer estar atento à internet mas, também, atento a tudo que ocorre à minha volta e aprender com isso”, argumenta com um sorriso de dar gosto.

E você: é off ou online?



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