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TVTEC Blog com Pedro Fávaro Jr.
03
janeiro 2018

Sete tecnologias para reciclar o lixo

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Assunto difícil, o lixo urbano é um fato que precisa ser sempre mais e melhor discutido. Jundiaí está entre os 18% dos municípios brasileiros onde é feita a coleta seletiva, facilitadora do processo de reciclagem, segundo pesquisa do Cempre. Um belo levantamento sobre o assunto, considerando que os métodos tradicionais de descarte estão cada vez mais ultrapassados e insuficientes, foi publicado no site da Impacto Ambiental, um site de Jornalismo Ambiental da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp (FAAC). A reportagem lembra que o espaço destinado para o encaminhamento destes materiais está se esgotando rápido, com o crescimento das populações adensadas nas regiões urbanas. O texto sugere sete alternativas sustentáveis e criativas surgidas e que já funcionam ou estão em fase experimental para reutilizar o lixo. Confira.

  1. DE PLÁSTICO PARA COMBUSTÍVEL:

O pesquisador Akinori Ito, da Blest Corporation do Japão, desenvolveu a máquina que converte plástico em óleo, faz o papel inverso da produção do material sintético. Além de transformar o lixo em diferentes tipos de combustíveis, o equipamento não emite gases poluentes, já que quebra as moléculas químicas e as transforma em carbono e água. A novidade, criada em 2010, é capaz de transformar 1 kg de plástico em 1 litro de óleo e já havia sido adquirida por oitenta países, até o final de 2016.

  1. SERINGAS RECICLÁVEIS:

Atualmente, as seringas usadas não podem ser recicladas para evitar contaminações. É “lixo hospitalar”. Mas esta realidade está prestes a mudar. Os empreendedores Marcelo Bitencourt e Amine Youssef, do polo de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG), criaram uma máquina capaz de reaproveitar a agulha e o plástico do material hospitalar. O NEX, como é chamado, extrai o aço e encaminha a agulha e o plástico para compartimentos diferentes. Em seguida as temperaturas são elevadas e atingem a marca de 1.680 graus, condição ideal para esterilizar e matar qualquer tipo de organismo presente no material. Feito isso, os materiais derretidos são transformados em blocos e encaminhados para a venda

  1. TECNOLOGIA DE PLASMA:

Com o objetivo de aumentar o volume de reciclagem de materiais do tipo longa vida, foi feita uma parceria entre Tetra Pak do Brasil, Alcoa, Klabin e TSL Ambiental para o desenvolvimento de uma tecnologia que separa o alumínio e o plástico da embalagem. O modelo, chamado de plasma, usa energia elétrica para formar um jato e aquecer os dois materiais a uma temperatura de 15 mil graus Celsius. Feito isso, o plástico vira parafina e o alumínio volta a sua forma original. Desenvolvida totalmente no Brasil, a primeira unidade de reciclagem terá capacidade de processar cerca de 8 mil toneladas de alumínio e plástico anualmente, o equivalente a 32 mil toneladas de embalagens longa vida por ano.

Sistema subterrâneo e à vácuo para descarte de lixo (Envac/Divulgação)

  1. RECOLHIMENTO DE LIXO POR VÁCUO:

Foi desenvolvido em Estocolmo, capital da Suécia, um sistema de recolhimento à vácuo do lixo. Funciona da seguinte maneira: todas as lixeiras são conectadas a uma rede de tubos que encaminha, por sua vez, os resíduos para o local de descarte adequado. Quando a lixeira está cheia, um sensor emite um sinal para que o lixo seja sugado a uma velocidade de 70 km/h. Quando chegam na central de coleta, os sacos de lixo são separados e enviados para a reciclagem ou incineração.
Com esta novidade, além da redução de poluição atmosférica, há uma economia de 40% dos gastos com o serviço de coleta.

  1. USINA DE RECILCAGEM DE FRALDAS

Criada no Canadá e inaugurada no Reino Unido, a usina de reciclagem de fraldas e absorventes femininos, Knowaste, consegue transformar os resíduos em gás para a geração de energia. A fralda, que é esterilizada e triturada, pode dar origem a outros materiais, como por exemplo, telhas e madeira plástica. De acordo com a empresa, tal processo evita a emissão de 22 mil toneladas de carbono por ano. A invenção ainda é bem restrita, mas as vantagens são gigantescas, afinal, cada bebê utiliza em média 3 mil fraldas ao longo da sua infância, o que resultaria em um acúmulo gigantesco nos chamados “lixões”, caso não houvesse esta invenção.

  1. RECICLAGEM AUTOMOTIVA

Carros e caminhões enferrujando abandonados deixam uma imagem feia para as cidades e são um desperdício de material! Eles podem ser encaminhados para uma das empresas responsáveis pela reciclagem automotiva. Cerca de 85% das peças do caminhão são encaminhadas para reutilização, 10% para reciclagem (resíduos como óleo, bateria e pneus) e apenas 5% é descartado. Este processo ajuda ainda a reduzir a emissão de gás carbônico, já que evita a produção de novas peças. Apesar de ser pouco conhecida no Brasil, a reciclagem automotiva é muito comum e lucrativa em vários países da América Latina e da Europa. Na Espanha, por exemplo, existem operações como a descontaminação e a reutilização, que são autorizadas pelo governo como forma de tratamento para os veículos no final de sua vida útil.

  1. MOCHILAS DE PACOTES DE SALGADINHOS

A empresa americana TerraCycle desenvolveu recentemente uma tecnologia que transforma o plástico tipo Bopp (polipropileno biorientado), comum em embalagens de salgadinhos e café, em produtos como mochilas e para-choques. A PepsiCo, fabricante dos produtos Elma Chips, desenvolveu produtos 100% reciclados com o material em questão, sendo necessárias 675 embalagens de salgadinhos para a produção de cada unidade.

(Fonte:  Impacto Ambiental, Unesp-FAAC)



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