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TVTEC Blog com Pedro Fávaro Jr.
22
janeiro 2018

Jundiaí, destaque na luta contra febre amarela

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Pedro Fávaro Jr.

A notícia da morte de uma pessoa, dada com alarde como registro da “1.ª morte suspeita de febre amarela” não foi suficiente para ofuscar o fato de que Jundiaí ultrapassou, até o início desta semana, 95% de imunização contra a doença. Foram imunizadas de abril de 2017, até agora, 289 mil pessoas, além de outras 100 mil que já haviam sido vacinadas. É verdade que parte desse universo pode ser de cidades da região, onde também há áreas de risco. O que deve reduzir o percentual em qualquer coisa da ordem de 0,01% ou 0,002% em Jundiaí e ampliar a imunização, ainda que na mesma proporção, em áreas de risco conurbadas. O fato é que desde o surgimento da doença em macacos foi estabelecido um objetivo: a meta de imunizar 95% da população. E se atingiu o objetivo, se chegou à meta, pelo esforço conjunto dos órgãos públicos municipais e estaduais.

Um fato inegável, este sim efetivamente registrado e contabilizado no meio do maior surto da doença no País – apesar da doença ser dada como erradicada -, desde que a febre amarela começou a ser enfrentada nos primórdios do século 20. O trabalho foi enérgico, eficiente e eficaz no acompanhamento e prevenção, realizado pela Vigilância Epidemiológica e pela Seção de Zoonose. O destaque é para o fato de ter sido realizado em perfeita em sintonia com a missão de cada setor específico, em conjunto com a Unidade de Promoção da Saúde a partir da rede de Unidades Básicas onde agora a vacinação continua de modo seletivo, porque o perigo maior, de surto, está eliminado.

O fenômeno foi detectado com a morte de um macaco, na região norte de Jundiaí, em agosto, oportunidade em que Vigilância Epidemiológica e Zoonoses montaram um cinturão de segurança nos locais mais vulneráveis, os bairros de Corrupira, Jundiaí Mirim, Rio Acima e Champirra e houve vacinação contra a febre amarela casa a casa, sítio a sítio na zona rural. Os dois setores já monitoravam a movimentação da doença a partir de estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Em Jundiaí, até esta segunda-feira (22), houve a NOTIFICAÇÃO de uma única pessoa contaminada no bairro de Ivoturucaia, um senhor de cinquenta e poucos anos, de uma família visitada pelas equipes de Saúde, o único da casa que se recusou a receber a vacina. Mas ele, felizmente,  já está bem e livre da doença.

Contudo, no País, de janeiro a junho de 2017, houve NOTIFICAÇÕES de 3.157 casos suspeitos da doença com 257 mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde. O estados que mais registraram mortes, decorrentes da febre amarela silvestre, foram todos da região Sudeste. A Vigilância Epidemiológica e a Zoonoses locais acompanham o fenômeno desde quando começou a vir até nós, dos estados do Espírito Santo e do Sul de Minas Gerais.

O número de mortes no estado de São Paulo subiu para 36, desde janeiro do ano passado, informa um dos últimos balanços da Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo, foram 81 casos confirmados de contágio da doença. Dos 81 casos, 41 foram em Mairiporã, na Grande São Paulo. No País, o Ministério da Saúde confirmou 259 mortes pela doença em 2017. Ainda estão sendo investigados 41 casos de mortes suspeitas ou, 42, incluindo apontada na região.

 



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