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TVTEC Blog com Pedro Fávaro Jr.
13
dezembro 2018

Orgulho de ser jundiaiense! Parabéns, Terra-Mãe!

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Oi, Jundiaí. O tempo passa muito depressa, não é mesmo, minha Terra-mãe? Tenho orgulho de participar de 65 dos seus 363 anos – quase 18% da sua história de vila.  Conheci até agora seus cinco bispos e pelo menos nove dos seus prefeitos, demonstração de que estou na estrada há mais tempo do que estarei de agora em diante. Claro, ninguém controla as dobras do tempo.

Sobre isso, sempre me lembro de uma história engraçada e emblemática, contada por meu pai. Quando ele era líder estudantil, cumprimentou um dos mestres que venerava, o professor José Romeiro Pereira, pelo aniversário. “Parabéns, professor: que venham mais 150 anos!”. O professor, sábio, matutou um tico e lascou: “Ei meu rapaz: por qual motivo está querendo limitar a minha idade?”.

Pensando em como homenagear você, Jundiaí,  lembrei-me de um exército de pessoas – homens e mulheres de todas as idades -, maravilhosos que viveram e vivem para que você seja cada vez melhor. Tudo isso trouxe à lembrança um poema do Mário de Andrade, poeta que julgo espetacular, embora ele ainda seja alvo de críticos pós-modernos, avessos à Semana da Arte Moderna de 1922. Por que lembrei? Do que lembrei? Do amor à terra que unge a poesia dele, razão pela qual fala muito forte ao meu coração jundiaense.

Na verdade, meu desejo maior, neste seu aniversário, é o de agradecer a acolhida que esta terra deu aos meus bisavós e avós, os maternos das famílias Taroco e Nalin (sim, tem uma bela pitada de Japão no meu sangue também) e os paternos das famílias Liberali e Fávaro, que forjaram pessoas de brio e determinadas como meu pai Pedro e minha mãe Vilma, dos quais me orgulho muito.

Vieram de ancestrais ligados à vida agrícola e ao desenvolvimento industrial da cidade, na era das fiações e tecelagens, como Argos e a São Bento. Na Argos, o grandalhão do Ricardo Fávaro, meu nono, era porteiro teve a oportunidade de trabalhar e ali trabalharam, também,  pelo menos dois tios filhos dele. Na São Bento, meu outro avô, Francisco Soares Nalin – o Coti Nalin – era gerente e despontou como um dos primeiros líderes de trabalhadores. Foi  perseguido implacavelmente pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. Mas viveram e amaram essa terra e estão, com minhas avós e meus pais, repousando nela.

O seu aniversário, Jundiaí, fez lembrar também de um chefe e companheiro foram do comum, o jornalista e amigo Roberto Marques de Godoy, que tem até hoje um bordão respeito de Jundiaí e jundiaienses, a partir da convivência, por muitos anos, nas redações do Grupo Estado – no Estadão, no Jornal da Tarde e na Agência Estado e Correio Popular. Godoy não tinha o menor constrangimento quando dizia para quem quisesse ouvir: “Você pode tirar o sujeito de dentro de Jundiaí, mas você nunca tira Jundiaí de dentro do sujeito”. Eu respondia, com o erre bem arrastado: “Verrrrrrrrdade!”

Ah, sim! Faltou mencionar e menciono para concluir essa homenagem a você, Jundiaí, os versos de Mário de Andrade sobre São Paulo, que parafraseio aqui em relação a nós. Estão na Lira paulistana que posso transpor como Lira Jundiaiense:

Quando eu morrer quero ficar,

Não contem aos meus inimigos,

Sepultado em minha cidade.

Saudade.”

Parabéns, Terra Querida!

 

 

 

(Imagem: Prefeitura de Jundiaí)



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