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TVTEC Blog com Pedro Fávaro Jr.
04
fevereiro 2019

Constelação familiar ganha espaço fixo na RádioTEC

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A  jundiaiense, Arlete Menegatti, vai apresentar o quadro “Terapias do Ser”, quinzenalmente, a partir da quarta-feira (6), às 11h15, com mediação da jornalista Denise de Oliveira, na RádioTEC, a primeira rádio web pública de Jundiaí. Arlete é especializada em Constelação Familiar e Medicina do Ambiente e hoje  se dedica exclusivamente às constelações. No primeiro encontro, a convidada especial será a comunicadora e terapeuta em constelação sistêmica, Simone Arrojo. Com transmissão ao vivo no Facebook da TVTEC, o público poderá interagir.  Arlete deu uma entrevista especial para o blog. Acompanhe.

“Entrei em contato com a Constelação Familiar, ou melhor com o ‘campo de informações’ que acessamos nas Constelações, desde que trabalho com Medicina do Ambiente, há aproximadamente 13 anos, porém nessa época não tinha consciência do que era esse campo, que hoje é chamado de Campo Morfogenético”, explica.

Arlete Menegatti: especialização em constelações familiares, caminho capaz  de levar o ser humano a um mergulho restaurador

Conta que quando conheceu a Constelação percebeu que toda vez que analisava um ambiente era através desse campo que conseguia fazer uma análise mais profunda dos envolvidos. “Então passei pela minha primeira Formação em Constelação Familiar e comecei a atender em grupo e individual, há pouco tempo passei por uma segunda formação pela Hellinger Schulle – escola do Bert e Sophie Hellinger e atualmente faço parte da primeira turma de pós-graduação em Constelação no Brasil, também pela escola Hellinger”, conta.

As constelações familiares foram desenvolvidas por Bert Hellinger, filósofo alemão, padre jesuíta e missionário católico na África do Sul que deixou o sacerdócio para se dedicar aos estudos dos  padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações.

Hellinger desenvolveu técnicas de constelações familiares capazes de ajudar o relacionamento interpessoal e até curar pessoas, descritas e abordadas num de seus principais livros, “Ordens do Amor – Um Guia Para o Trabalho com Constelações Familiares”. Arlete deu uma entrevista exclusiva para o TVTEC Blog, sobre as constelações familiares, um assunto apaixonante.

A ENTREVISTA

Defina rapidamente o que é constelação, com que área do ser humano ela efetivamente trabalha e quantos tipos de constelações são possíveis?

ARLETE – A Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica de autoconhecimento, ou seja, uma ferramenta que nos leva a um mergulho interno para nos conhecermos melhor. Ela atua em todas as áreas da nossa vida como profissional, afetiva, financeira, saúde etc e podem ser feitas em grupo ou individualmente.

Pode-se dizer que o principal objetivo de uma constelação – seja familiar seja organizacional – é fazer com que cada um encontre o lugar onde deve estar – especificamente ‘o seu lugar’? Pode explicar?

ARLETE – Isso mesmo, ela nos ajuda a enxergar qual o nosso lugar na família, no trabalho, pois quando estamos na nossa posição, temos muita força para atuar e nos desenvolver como pessoas. Porque às vezes estamos tão vinculados com a história dos nossos ancestrais, que sequer percebemos nossos dons, nossas necessidades e o nosso verdadeiro caminho, ficamos vivendo histórias e repetições que já não são saudáveis, nem necessárias.

É verdade que às vezes – partindo do ponto de vista dos consteladores – uma pessoa assume na família ou empresa uma posição que não é dela? Por qual motivo ela faz isso? E o que isso provoca do ponto de vista da constelação?

ARLETE –  Um exemplo para facilitar a compreensão: se no passado houve um crime que gerou um grande conflito e que não foi solucionado, o que pode haver posteriormente é um descendente ter um impulso de vir a trabalhar na área da Justiça, buscando inconscientemente “reparar” aquele conflito. O resultado disso é que essa pessoa fica “emaranhada”, presa a essa história e não consegue seguir o seu próprio caminho, ficando disponível a compensar um acontecimento do passado.

Constelados no campo morfogenético: momento de entrega e troca de emoções que leva ao autoconhecimento

Quando se participa de uma constelação a gente consegue enxergar esses desvios? E o que fazer para corrigí-los?

ARLETE – Sim é possível enxergar muita coisa que anteriormente estava inconsciente e esse é o grande presente que a Constelação nos traz: ver de uma forma mais ampla. A partir do momento que podemos ver a verdade é possível transformar comportamentos, objetivos e dar um novo rumo a nossa vida.

Uma observação para encerrar.

ARLETE – Quanto mais oportunidades de nos conhecermos melhor, maior a possibilidade de vivermos com qualidade e de uma forma mais leve. E a Constelação Familiar é uma grande ferramenta que pode nos ajudar nesse processo.

(Imagens: Pixabay e Arquivo Pessoal)



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