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Saúde: mortandade de primatas põe em risco equilíbrio ambiental

Publicada em 11/10/2017 às 15:48

Por Pedro Fávaro Jr.

Em Jundiaí, onde a ação preventiva contra a febre amarela já vacinou mais de 112 mil pessoas, nesta quarta-feira (11), não houve registro até agora de suspeita da doença em humanos. Em agosto deste ano, houve o registro do primeiro primata – um bugio –morto pela doença, o que provocou a intensificação dos trabalhos da Vigilância Epidemiológica e da Seção de Zoonoses do município. Desde essa época, 134 mortes de primatas (a maioria bugios) foram notificadas pelas autoridades sanitárias da região.

Delas, 121 ocorreram em Jundiaí e dez deles causadas pela febre amarela, irradiada na sua forma silvestre, pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Os bugios são sensíveis a esses vetores que não existem na área urbana, onde ataca o temível Aedes Aegypti.

Para se ter uma ideia da extensão do problema, em abril deste ano, o Ministério da Saúde contabilizava um verdadeiro desastre ambiental: a morte notificada de 4.240 macacos no Brasil – boa parte de fauna em franca extinção. O impacto da mortandade sobre espécies ameaçadas de extinção, como a dos bugios, é preocupante do ponto de vista do equilíbrio ecológico. Pior é que em alguns lugares onde surge o primata enfermo, ele acaba sendo agredido e às vezes até morto pelos moradores locais.

A Seção de Zoonoses, recentemente, recordou que o surto da febre amarela com a espécie animal funciona como sentinela, permitindo ações preventivas para que a doença não se alastre e não atinja os seres humanos. E informa que em acordo com a associação Mata Ciliar – entidade que desenvolve ações para a preservação da biodiversidade –, alguns animais com febre amarela têm sido observados e até tratados no cativeiro. “Infelizmente nenhum sobreviveu ainda”, observa.

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