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Eleição abala grupos de amigos e famílias no WhatsApp

Publicada em 05/10/2018 às 10:54

O dia das Eleições 2018 está chegando e, nessa época, torna-se bastante normal ver por aí, principalmente nas redes sociais e WhatsApp, famílias e amizades desfeitas por conta de opinião política. “A gente ainda usa as redes sociais de um jeito imaturo. É muito fácil entrar e sair. A gente faz isso de um jeito impulsivo”, diz Pedro de Santi, psicanalista e mestre em Filosofia pela USP.

Psicanalista descreve passos para tentar conviver nos grupos do WhatsApp em época de eleição

Desde a eleição de 2014, o grupo da família de Denise*, professora universitária em Belo Horizonte, ficou tenso. “Tinha parte de esquerda, outra de direita. Combinamos que não cabia política no grupo, mas não tinha jeito.” Após muitos desentendimentos, o grupo principal foi mantido, com a promessa de não falar de política, cujo tema ficou para subgrupos. Quem é de direita, tem seu grupo da família para falar sobre política, assim como quem é de esquerda.

Pedro descreve passos para tentar conviver nos grupos. Ele tenta responder aos dilemas dos casos acima: por que chegamos a essa situação e quando vale a pena insistir na presença no grupo? Veja os conselhos:

  • Não se consumir no celular – “Antes de tudo, é preciso aprender uma medida de uso dessas mídias. Nós estamos encantados com elas e usamos muito mais do que seria proveitoso. É preciso pensar no quanto usar de energia e tempo com elas.”
  • Insistir na tolerância – “O fato de sair do grupo não vai fazer você amadurecer. Você amadurece é na conversa. Às vezes dá um embrulho no estômago de pensar nisso, mas é preciso. Se possível, deve-se sustentar mais na discussão, sem sair no primeiro conflito.”
  • Agressão é o limite – “Se você mesmo acha que a melhor resposta é atacar pessoalmente o outro, é melhor sair do que agredir e xingar. Este limite tem que existir.”
  • Pensar no dia seguinte – “É preciso lembrar que vamos conviver depois das eleições. Quando passa a paixão, alguns vínculos são recuperados. Não dá para queimar todas as pontes, porque para reconstruir pode ser complicado. Comece se perguntando em como você pode estar sendo intolerante.”
*Personagem citada na matéria pediu para não ter o sobrenome divulgado

(Fonte: G1)
(Imagem: Pixabay)




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