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Escola municipal leva tarefas adaptadas a aluno com 10% da visão

Publicada em 01/08/2020 às 14:17

Se todos os estudantes foram, de alguma forma, afetados pela pandemia, Victor Robusti, de 9 anos, teria tudo para ser afetado ainda mais. Aluno da EMEB Geraldo Pinto Duarte Paes, no Eloy Chaves, ele reside numa fazenda isolada, no pé da Serra do Japi, e além de deixar de frequentar as aulas presenciais, enfrenta outro desafio: uma inflamação do nervo ótico quando tinha dois anos de idade o deixou com apenas 10% da visão.

Andréa com o filho Victor e o pai dele, Antonio Luiz, ambos com deficiência visual

Suas aulas, porém, não foram interrompidas, e continuam à distância, com tarefas enviadas por e-mail e pelo grupo de WhatsApp da sua turma da escola, que são recebidas pela mãe Andréa, já que o pai de Victor, Antonio Luiz, também tem deficiência visual. “As tarefas são bem lúdicas, adaptadas à condição dele e muitas vezes ao universo da fazenda, que ele gosta muito”, conta.

“Essa atenção e dedicação dada para Victor me deixa muito feliz. As professoras e toda equipe da escola foi Deus quem mandou. Sou muito grata a cada uma delas”.

ACOMPANHAMENTO IMPORTANTE

Victor faz parte de um universo de aproximadamente 800 alunos com deficiências, que são acompanhados de perto pela Unidade de Gestão de Educação (UGE) durante a pandemia.

A deficiência visual representa uma minoria – apenas 19 alunos, ou cerca de 2,3% do total, e que inclui baixa visão, cegueira e surdocegueira; ainda assim, esses estudantes não ficam sem assistência.

As tarefas são preparadas e entregues de acordo com as necessidades de cada um, segundo Karina Verardo, diretora do Departamento de Educação Inclusiva da UGE.

As lições são enviadas semanalmente  e são desenvolvidas em grandes folhas de papel – muitas vezes desenhadas por Andréa – e assistidas em vídeo pelo tablet de Victor.

“As professoras são muito atenciosas e, além de enviarem às tarefas, acompanham constantemente e me perguntam se precisamos de ajuda, se está tudo bem. Esses gestos de carinho não têm preço, passam uma segurança e certeza de que não estamos sozinhos”, conta Andréa.

O pai de Victor, que tem 8% de visão após um AVC, também destaca a importância das adaptações para que os estudos possam prosseguir. “Não é necessário tanto para acontecer a inclusão; com pessoas dedicadas e dispostas tudo se torna possível”, diz.

(Fonte e imagem: Prefeitura de Jundiaí)


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