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Busca por tratamentos para saúde mental dos pets cresce na pandemia

Publicada em 27/01/2022 às 12:09

Além do começo do verão e das férias, janeiro, o primeiro mês do ano, é lembrado pela cor branca – o chamado “Janeiro Branco” – escolhida para alertar sobre a campanha relacionada às questões de saúde mental e emocional das pessoas e das instituições humanas.

Mas, não são só os humanos que precisam de atenção quando o assunto é saúde mental. Assim como nos tutores, as necessidades emocionais do animal de estimação são tão importantes quanto as fisiológicas.

O médico veterinário especializado em psiquiatria e psicologia animal de Bauru, Felipe Gonçalves, de 37 anos, explicou que os bichinhos de estimação, sejam eles cães ou gatos, enfrentaram momentos caóticos relacionados à saúde mental desde o início da pandemia.

Isso porque, muitos profissionais se viram obrigados a aderir ao trabalho em casa, conhecido como home office, por conta da pandemia, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2020. Mais próximos não só da família, os tutores estreitaram suas relações com os pets e aumentaram os momentos de convivência e interação que geraram certa dependência nos animais domésticos.

Porém, com o avanço da vacinação e a flexibilização das regras da pandemia, realidades em cidades pelo interior do estado, foi possível a volta ao trabalho presencial de forma gradual. Com isso, muitos “amigos de quatro patas” desenvolveram carências emocionais com a separação.

“No primeiro momento, os pets não estavam acostumados com o tutor dentro de casa, o que gerou um estranhamento e dependência. A partir do segundo semestre de 2020, que o mercado já começou a voltar com os trabalhos presenciais, os tutores voltam para a rotina. É aí que o pet sofre com a separação”, diz.

Segundo o veterinário, se as mudanças bruscas acarretam alterações de humor também nos humanos, com os animais não poderia ser diferente. Por isso, ele relata um aumento nos atendimentos no consultório de 60%, desde outubro de 2020. Entre as principais ocorrências, Felipe destaca estresse e ansiedade, distúrbios que podem afetar a saúde do pet.

“Eu tive uma explosão de atendimentos de cães e gatos com ansiedade e estresse. Os tutores percebem pela manifestação da mudança no comportamento, desde mais moderados, com casos de agressividade, até os mais extremos com a automutilação”, comenta.

Ainda segundo Felipe, 90% dos tutores não estão acostumados ou não sabem perceber as mudanças comportamentais do pet, referentes a problemas de saúde mental. Isso porque, as dificuldades físicas são vistas com mais tranquilidade.

“As alterações de ordem mental são mais sutis, por isso essa leitura do tutor deve ser aprimorada. É fácil perceber quando o animalzinho manca ou está com febre. A comunicação deles é gestual, mas muito pouco auditiva”, afirma.
Para os tutores, Felipe recomenda que atentem-se aos sinais como lamber as patas em excesso, alteração de humor repentina, agressividade.

“Já recebi um paciente no consultório que quebrou a patinha no desespero de ter acesso à tutora”, lamenta.

(Fonte/Imagem: g1)


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