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Com inscrições abertas, Enredança já contou com participantes que hoje brilham nos palcos fora do Brasil

Publicada em 19/02/2022 às 10:40

24ª edição do Enredança será realizada entre os dias 08 e 24 de abril e segue com inscrições gratuitas para bailarinos e coreografias pela internet até o dia 01 de março. Com programação de oficinas, workshops, mostras paralelas e apresentações competitivas, o Enredança é um festival que promete agitar a cidade e já foi palco para diversos bailarinos jundiaienses que hoje atuam profissionalmente em diversas partes do mundo.

“Em 2019, último ano em que pudemos realizar o Enredança de maneira presencial, contamos com a ilustre participação da bailarina Ana Botafogo. Na ocasião, ela nos dizia que o Brasil é conhecido como país do futebol, mas que na verdade poderia ser mais famoso como o país da dança, pois todo mundo, de qualquer idade e onde quer que viva, pode dançar. E em Jundiaí a realidade não vai na contramão. Temos uma forte tradição com a dança e são diversos os bailarinos da nossa terra que hoje levam o nome da nossa cidade para os palcos do mundo”, explica o gestor de Cultura, Marcelo Peroni.

CONFIRA ALGUMAS FOTOS DO ENREDANÇA

Inscrições gratuitas para o festival vão até o dia 01 de março pela internet

Uma delas é Giulia Finardi, de 19 anos, que há um ano e meio é aluna da Universidade de Artes Codarts em Roterdã, na Holanda. Antes da partida para a Europa, a bailarina participou do Enredança em 2018 e 2019, e em ambas as edições ganhou como melhor bailarina nas categorias Juvenil 1 e 2, que, segundo ela, foi uma honra. “O Enredança traz vida para a cidade. Ver todos estes artistas juntos refresca, traz vida e movimento, uma energia incrível. Tenho memórias muito boas. Festivais como este são de extrema importância e os artistas têm que usufruir com garras e dentes. Aqui na Europa eu percebi o quão variada é a implementação de cultura na sociedade, é lindo ver como as pessoas se comovem com isso”.

Inspirada pela irmã mais velha, Gabriela, também bailarina, Giulia deu seus primeiros passos na dança em Jundiaí aos três anos na Academia Monalisa Pizzolato. “Em Jundiaí tive uma trajetória linda na dança. Tenho muita felicidade de ter começado com a Monalisa e depois ter passado por outras escolas que me trouxeram uma infinidade de aprendizagens, com a Jamile Mirabelli no DAC, com o Lucas Martinelli da Premiere e com a Luana Espíndola e Lars van Cauwenbergh na IOA”.

Para Giulia, Enredança é motivação e inspiração tanto para os artistas quanto para a população

Pâmela Campos, de 25 anos, que há sete anos iniciou sua trajetória como bailarina na Europa, também tem história com o Enredança. Aluna da IOA Dança, ela já estudou e morou na Bélgica e Alemanha, e hoje é bailarina da companhia de dança do teatro de St. Gallen, na Suíça. “Dancei por tantas vezes no Polytheama e tenho muitas memórias boas do Enredança, de ter me apresentado com solos e duetos de jazz. Olhando para trás eu vejo a importância daquele ambiente durante a sua realização, pois além do espaço de divulgação do nosso trabalho, o festival também promovia a troca de experiências entre os bailarinos e possibilidade para que também admirássemos o trabalho das outras pessoas”.

Pâmela explica a rotina de trabalho. “Os ensaios vão de segunda a sexta, durante todo o dia, e no sábado por meio período. O dia começa às 10h, sempre com uma aula de balé clássico, e vai até as 18h, com os ensaios para os espetáculos”. Apesar do trabalho intenso, ainda sobra tempo para sentir saudades. “Em Jundiaí eu tenho a sensação de estar em casa. É de onde vêm as minhas principais memórias com as pessoas que amo”.

Além da divulgação do trabalho, para Pâmela, o festival é um importante espaço de trocas – Crédito da foto: Gregory Batardon

Renan Carvalho também dançava em Jundiaí, na academia La Bella Arte, e hoje atua na Europa, como profissional da companhia de dança do Teatro Municipal de Bremerhaven, cidade na região noroeste da Alemanha. “Conheci diversos teatros importantes do Canadá e da Europa, mas o Polytheama continua tendo um espaço muito especial no meu coração. Dancei muito naquele palco, tanto nas apresentações não competitivas do Enredança da época como quando integrei a companhia de dança municipal, hoje retomada pela Prefeitura”.

E completa: “Mais do que importantes e necessárias, iniciativas como a realização do Enredança são indispensáveis, pois a Arte só tem solo fértil quando o Poder Público apoia e divulga. Eu comecei a ter vontade de dançar quando assisti à apresentação de uma amiga no Polytheama e hoje esta é a minha carreira. Sem este tipo de possibilidade, a população da cidade não tem contato com a arte e os bailarinos se apresentam para si mesmos. Nesse aspecto entra a Prefeitura e faz esta importante conexão”.

Segundo Renan, mais do que importantes, festivais como o Enredança são indispensáveis – Crédito da foto: Lime Art Photography

Mais Enredança
As inscrições para o 24º Enredança 2022 podem ser feitas nas categorias Infantil, Juvenil e Adulto, e nas modalidades Clássico de Repertório e Livre, Neoclássico, Contemporâneo, Dança Esportiva, Dança de Salão, Dança do Ventre, Danças Populares, Dança Urbana, Estilo Livre, Flamenco, Jazz e Sapateado Americano.

As inscrições serão realizadas online e através de dois formulários Google, um para a inscrição das coreografias e outro para a inscrição dos bailarinos. Cada proponente poderá se inscrever com até seis (06) coreografias, podendo ser pessoa Física ou Jurídica regularizada.

Mais informações no edital de concurso nº 01/2022, no site do festival, pelo e-mail enredanca@jundiai.sp.gov.br ou pelo telefone (11) 4589-6800.

(Fonte/Imagem: Prefeitura de Jundiaí)


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