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CineSolar, primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, chega a Jundiaí

Publicada em 14/12/2022 às 10:38

A magia do cinema movido a energia solar é a proposta do CineSolar, que chega a Jundiaí com atividades culturais. Com patrocínio da Meta e apoio da Unesco, nesta quarta-feira (14), a partir das 18h, na Pracinha da Cultura do Vista Alegre, serão exibidos curtas-metragens infantojuvenis – em parceria com a Ciranda de Filmes – que abordam temáticas como empoderamento feminino, igualdade de gênero e ancestralidade.

Na sessão, que tem entrada gratuita, o público pode conhecer a estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz, instalada no próprio veículo que carrega todo o cinema e que tem muitas atrações para toda a família.

O CineSolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia limpa e renovável: a energia solar. Funciona através de duas vans, batizadas de Tupã e Mahura, que foram grafitadas e adaptadas com as placas fotovoltaicas e o sistema de conversão de energia e armazenamento, com 20 horas de autonomia. Cada sprinter também carrega 110 cadeiras e banquetas para o público e todo o sistema de som e projeção para o cinema.

Além de tudo isso, o espaço se transforma em uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. Uma sala de aula onde o público é convidado a entender, de maneira descontraída e divertida, como a luz do sol se transforma em energia elétrica. Os infográficos, a iluminação e a decoração especial – feita com materiais reciclados e objetos com princípios de magnetismo e eletricidade como laser e bola de plasma – são uma atração à parte, que encanta pessoas de todas as idades.

“O tema da energia solar ainda é novo e gera muita curiosidade. Na visita, todos podem ver o caminho que a luz do sol percorre, desde as placas instaladas no teto da van, os cabos, as baterias, o controlador e o inversor de carga, fica tudo acessível e as crianças adoram”, diz Cynthia Alario, coordenadora e idealizadora do CineSolar.

O projeto viaja por várias regiões do país para realizar sessões gratuitas de cinema, com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais (principalmente nacionais), promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social, difundir a tecnologia da geração de energia fotovoltaica e levar alegria com a temática socioambiental a todas as pessoas.

Com ações em conjunto com a Unesco Representação Brasil, o CineSolar também ajuda o planeta cumprindo 10 dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) propostos pela ONU (Organização das Nações Unidas). “As sessões de cinema são atividades artísticas com uma linguagem que dialoga de forma lúdica com pessoas de todas as idades, colocando o público em contato com os temas de sustentabilidade e energia renovável, além de arte e cultura”, destaca Cynthia Alario.

A 6ª Edição do CineSolar é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Meta e apoio da Unesco e da Ciranda de Filmes, e é realizada pela Brazucah Produções e pelo Ministério do Turismo. O Circuito Meta promoveu neste ano 94 sessões, em 40 municípios de 12 estados brasileiros.

Sessão CineSolar

Data: quarta-feira, 14 de dezembro

Horários: 

  • às 18h – Curtas infantojuvenis – Empoderamento feminino e igualdade de gênero
  • às 19h – Curtas infantojuvenis – Ancestralidade

Entrada gratuita

Atração: estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz

Local: Pracinha da Cultura do Vista Alegre – rua Cabo Edvaldo Quirino Santana, 46 – 110 – Vista Alegre

SINOPSES DOS FILMES

Movimento #EDUCASTEM2030 – Unesco – Duração: 3 minutos

O filme da Unesco defende que deixar meninas e mulheres fora da educação e das carreiras em STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática) é uma perda para a Humanidade. Com exemplos de algumas mulheres cientistas que transformaram o mundo, convida a todos para adesão à iniciativa #EDUCASTEM2030, movimento global de meninas e mulheres em educação e carreiras em STEM para sociedades inclusivas e sustentáveis.

‘Claudete e o Bolo’ – Direção: Fádhia Salomão, Animação/Livre, Brasil/2020 – 5 min

Alguém que gosta de fazer bolos e os faz com verdadeira dedicação, esta é Claudete. Seus bolos são apreciados por todos e isso a deixa contente, mas quando se vê sobrecarregada pela demanda excessiva, Claudete terá que tomar uma atitude.

‘Meninos e Reis’ – Direção: Gabriela Romeu, Documentário, Brasil/2016 – 16 minutos

No reisado, um dos folguedos mais populares do Cariri cearense, crianças aprendem a jogar espada com destreza e meninas crescem como rainhas. Mas Maria, a rainha de um dos reisados mais tradicionais da região, está no último ano de reinado e encara o drama de passar a coroa para a irmã mais nova, vivendo um verdadeiro rito de passagem.

‘A menina e o velho’ – Direção: Luciano Fusinato, Animação/10 anos, Brasil/2021 – 10 min.

Uma menina e um velho iniciam uma amizade através dos fios de um varal. Do seu encontro, brotam singeleza e poesia.

‘Por que não tenho um Xerimbabo?’ – Direção: Patricia Alves Dias, Documentário/ +6 anos, Brasil/2020 – 13 min.

XE.RIM.BA.BO, palavra de origem Tupi, quer dizer “a coisa mais querida”. ‘Por que não tenho um Xerimbabo?’ é um ensaio poético biográfico sobre passagens da vida da menina Lia e sua relação com os animais. Assim como outras crianças, ela inventa um mundo próprio de coisas (desenhos, instalações, pop-ups etc.) inserido num mundo de adultos.

‘Meu nome é Maalum’ – Direção: Luísa Copetti, Animação, Brasil/2021 – 8 min.

Maalum é uma menina negra brasileira que nasce e cresce em um lar rodeado de amor e de referências afrocentradas. Logo que sai do seio de sua casa, ela se depara com os desafios impostos pelos discursos e pelas práticas de uma sociedade racista. Assim que chega na escola, todos riem dela. Maalum não entende o porquê e, com ajuda da sua família, vai descobrir o significado do seu nome e transformar a tristeza em orgulho por sua ancestralidade.

Ancestralidade

‘Alma Carioca, um choro de menino’ – Direção: William Côgo, Animação/Livre, Brasil/2002 – 5 minutos

História de um menino que vive na zona portuária do Rio de Janeiro da década de 20 e testemunha o surgimento do Choro, quando encontra os grandes mestres pioneiros desse estilo puramente carioca.

‘Maré Capoeira’ – Direção: Paola Barreto, documentário, Brasil/2005, – 12 min.

Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. O curta mistura ficção e documentário para contar uma pequena história de amor e guerra.

‘A Festa dos Encantados’ – Direção: Masanori Ohashy, Animação, Brasil/2016 – 13 minutos

A festa dos encantados narra a saga de um índio Guajajara que, procurando pelo irmão perdido, encontrou um mundo subterrâneo habitado por seres encantados e ali permaneceu até aprender todos os rituais e cânticos de várias celebrações. Com saudade da família, voltou para seu povo e passou a contar sua história e a ensinar, na sua aldeia de origem, tudo o que havia aprendido com aqueles seres. Antes disso, de acordo com a lenda, os Guajajara não realizavam festas.

‘O Violeiro Fantasma’ – Direção: Wesley Rodrigues, Animação/14 anos, Brasil/2017 – 7 minutos

Através da poesia de cordel, o violeiro apresenta um sertão mágico e psicodélico.

‘Bá’ – Direção: Leandro Tadashi, Brasil/2015 – 14 min

O menino Bruno é obrigado a lidar com as mudanças que ocorrem em sua vida quando sua “Bá” (de Batchan, avó em japonês) é trazida para morar em sua casa.

(Fonte/Imagens: Benu Comunicação)


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