Saúde mental e uso de telas em crianças acendem alerta: qual é o equilÃbrio?
O uso de telas já faz parte da rotina das crianças, seja para lazer ou aprendizado. Porém, especialistas alertam que o uso sem limites pode trazer impactos negativos para a saúde mental infantil, como ansiedade, irritabilidade, dificuldades de atenção, insônia e até isolamento social.

Pesquisas apontam que o problema não está apenas no tempo de exposição, mas também no tipo de conteúdo e no momento em que as telas são utilizadas. Jogos e redes sociais com estÃmulos rápidos e o uso de aparelhos antes de dormir têm sido associados a efeitos mais nocivos do que conteúdos educativos acompanhados por um adulto.
O uso excessivo de dispositivos digitais também está ligado à redução de atividade fÃsica e à piora da qualidade do sono — dois fatores considerados protetores importantes para a saúde mental das crianças.
Entre as recomendações, especialistas destacam:
- estabelecer limites de tempo, principalmente até os 5 anos
- evitar o uso de telas antes de dormir
- priorizar brincadeiras presenciais e ao ar livre
- supervisionar os conteúdos consumidos
- estimular a interação familiar e o diálogo
O objetivo, segundo os profissionais, não é proibir o uso da tecnologia, mas buscar equilÃbrio, evitando que a tela substitua o sono, a convivência e o movimento.
Dados do Digital 2024 Global Overview Report mostram que o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em tempo de usuários online. Em média, os brasileiros passam cerca de nove horas por dia conectados, o que acende um alerta para impactos na saúde mental, fÃsica e social da população, como aumento de ansiedade e depressão, sedentarismo, dores posturais e isolamento social.
Nesta quarta-feira (7), o programa Tecnews recebe a psicóloga Glaucia Luiz, especialista em Dependência Tecnológica, que irá comentar o tema e responder dúvidas dos telespectadores.
Fonte: Redação TVTEC / Imagem: Cetrus Educa


