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Nem sempre é só tristeza: como identificar sinais de adoecimento emocional

Publicada em 15/01/2026 às 08:30

Sentir tristeza faz parte da experiência humana e, na maioria das vezes, ela está ligada a situações específicas do cotidiano, como perdas, frustrações ou decepções. O problema começa quando esse sentimento deixa de ser passageiro e passa a interferir de forma profunda na vida do indivíduo. “A tristeza é uma emoção humana universal, saudável e adaptativa, que costuma oscilar e não compromete totalmente o prazer, o senso de futuro ou a identidade emocional. Já a depressão é diferente: é uma condição clínica persistente, profunda, marcada por alterações neurobiológicas e prejuízo significativo no funcionamento diário. A tristeza é uma emoção. A depressão é um adoecimento”, explica o médico psiquiatra do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), Dr. Guilherme Naco Lima.

A transição entre um estado emocional esperado e um quadro de adoecimento pode ser percebida por sinais claros emocionais, físicos e comportamentais. O médico alerta que, nos quadros depressivos, há prejuízo funcional significativo. Entre os principais sinais estão a perda de interesse por atividades antes prazerosas, sentimentos persistentes de vazio ou desesperança, irritabilidade constante e apatia. “Também chamam atenção alterações no sono, fadiga contínua, isolamento social, queda de produtividade, dificuldade de concentração e mudanças importantes no apetite. Quando vários desses sinais permanecem por duas semanas ou mais, a chance de estarmos diante de uma depressão é alta”, afirma.

A demora em procurar ajuda geralmente se deve à normalização do sofrimento e ao típico pensamento “é só uma fase ruim, vai passar”. Dr. Guilherme destaca outros fatores: “A valorização excessiva da autossuficiência, de pensar ‘todo mundo aguenta, eu consigo passar por isso’, o estigma em torno da saúde mental e o ato de normalizar a exaustão são barreiras a serem superadas. Além disso, muita gente acha que depressão é só chorar o dia inteiro, quando na verdade muitos pacientes deprimidos nem choram, ficam apáticos. Precisamos reforçar o diálogo atualmente”, aponta.

Dr. Guilherme Naco reforça que a prevenção é essencial no cuidado com a saúde mental

A orientação é procurar um profissional sempre que o sofrimento ultrapassar a capacidade de lidar sozinho, mesmo sem ter certeza do diagnóstico. Sintomas persistentes por duas semanas ou mais, prejuízos na vida social, profissional ou afetiva, alterações importantes de sono, apetite ou energia, uso aumentado de álcool ou outras substâncias e pensamentos de desistência da vida são sinais de alerta. “Não é necessário esperar ‘ficar muito ruim’. A prevenção é parte essencial da saúde mental”, afirma Dr. Guilherme.

O diagnóstico antecipado reduz riscos importantes, como crises graves, cronificação da doença e perdas funcionais. O tratamento é multiprofissional e individualizado, combinando psicoterapia, uso de medicação quando indicada e mudanças no estilo de vida. “Se a sua tristeza está durando mais que o esperado, se você está diferente do que sempre foi, se perdeu brilho, energia ou sentido, isso não é fraqueza: é um sinal do seu corpo e da sua mente pedindo cuidado. Buscar ajuda cedo é um ato de coragem e autoproteção”, reforça o psiquiatra do Hospital São Vicente.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Hospital de Caridade São Vicente de Paulo


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