Detran autoriza o fim da prova de baliza no exame prático
Candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no estado de São Paulo não serão mais obrigados a realizar a prova de baliza durante o exame prático de direção. A resolução está em vigor desde segunda-feira (26).
De acordo com apuração do SP2, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) avaliou que um número significativo de candidatos apresentava baixo desempenho nessa etapa da prova, principalmente em razão do nervosismo, o que acabava comprometendo o resultado do exame.
Com a mudança, a avaliação prática passa a priorizar a condução do veículo em situações reais de trânsito, como circulação em vias públicas, respeito à sinalização e comportamento seguro ao volante.
Outra novidade é a autorização para que o exame prático seja realizado em veículos com câmbio automático, ampliando as opções para os candidatos e acompanhando a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira.
As novas regras já em vigor fazem parte de um conjunto de medidas adotadas pelo Detran-SP com o objetivo de modernizar o processo de habilitação e tornar a avaliação mais alinhada às condições do trânsito atual.
Para Célio Okumura Fernandes, proprietário do CFC Pioneiro Jundiaí essa não é a primeira vez que a prova de baliza recebeu novas regras. Segundo ele já houve um tempo que não havia a prova da baliza, depois veio a fase do sorteio, com o candidato fazendo ou não a baliza e agora novamente, a retirada da prova.

Célio Okumura Fernandes
Não somos contra as mudanças e atualizações no sistema de ensino do trânsito, continuou Célio – o que é necessário é uma adequação/modernização programada, estudada e estruturada. Não é simplesmente deixar de exigir a realização da baliza no dia do exame, ou liberar o uso de carro automático no dia do exame, antes só permitido para os condutores PCD (Pessoas com Deficiência). Deve ocorrer uma atualização com situações reais.
Outra observação importante segundo Célio Fernandes é que os governos (estadual e federal) antes de criarem ou alterarem regras, pensem em uma política concreta de educação no trânsito.
“Não podemos formar motoristas sem base e um mínimo de noção das regras de trânsito. Educação no trânsito não é brincadeira, pois o Brasil tem um elevado número de acidentes com vítimas fatais ou com sequelas graves. Não podemos brigar para sermos o primeiro em número de mortes e acidentes temos que lutar para termos um trânsito seguro e civilizado”, concluiu.
Redação TVTEC


