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Especial mulheres: Entre arte, transformação e maternidade atípica

Publicada em 06/03/2026 às 17:00

A artesã, Adriana Cristina Boschini, contou como trabalho feito à mão mudou sua vida e de sua família

“Uma mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores” – Poema Ressalva (Poemas dos becos de Goiás e estórias mais), Cora Coralina.

Muitas mulheres se dividem entre a maternidade, trabalho e casamento, são cobradas para serem versões perfeitas de si mesmas e deixam o autocuidado para depois. 

A TVTEC Jundiaí entrevistou Adriana, mãe atípica, empreendedora e esposa, que contou como o artesanato transformou a sua vida e a de sua família, e compartilhou os desafios e alegrias da maternidade.  

“Hoje eu tenho um ateliê pequeno, mas que tem um grande potencial”, afirmou Adriana.

História

Desde criança Adriana nutre a paixão pelo artesanato, após o divórcio dos pais, com nove anos de idade começou a vender pulseiras de linhas de crochê para ajudar nos gastos da família. Aprendeu com a mãe o valor do trabalho duro: “Ela era uma dona de casa, teve que aprender a trabalhar fora, ser a mãe e o pai da casa ao mesmo tempo. Aprendi com ela a lutar”, relatou. 

Se aprofundou na arte feita à mão e se tornou costureira, mas devido ao casamento e ao nascimento da primeira filha, decidiu se ausentar da profissão. Entretanto, não se afastou completamente do artesanato, começou a pintar e enfeitar caixinhas como uma forma de terapia.

Após alguns anos, Adriana começou a trabalhar no modelo CLT e buscou realizar o sonho de ser professora, mas antes de iniciar a faculdade de pedagogia deu à luz ao seu segundo filho, um menino atípico.

Maternidade e autocuidado

Na infância o filho recebeu o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a partir de então a artesã se dedicou ainda mais ao papel de mãe e, mesmo com o apoio do marido, a autocobrança se intensificou: “Sou casada com uma pessoa incrível, mas nós mães queremos o melhor para os nossos filhos. É uma luta constante para ser a melhor e não errar”, explicou. 

A solução que encontrou para acompanhar a criação do filho e também não abandonar o artesanato, foi criar o próprio ateliê em casa, isso permite que ela seja mais presente como mãe, mas que também continue a carreira.

Adriana reconheceu que após tanta dedicação à família e ao trabalho, esqueceu do autocuidado e da saúde mental: “Não me permitia cuidar de mim, mesmo tendo a ajuda do meu marido, eu tinha uma cobrança de estar sempre cuidando do meu filho, sendo mãe o tempo todo e fui esquecendo de mim”, revelou. 

Poder feminino

Quando questionada sobre os desafios e o orgulho em ser uma mulher, reforçou os vários papéis que as mulheres precisam assumir na vida e no lar, mas também ressaltou o poder do afeto e da sensibilidade feminina. 

Nós temos que nos desdobrar, muitas não temos apoio do companheiro, principalmente quando os filhos recebem o diagnóstico. Ser mãe, dona de casa, empresária, estar sempre lutando pelos nossos espaços, mesmo que já tenhamos conquistado são os nossos principais desafios. Eu tenho muito orgulho em ter um coração enorme, de abraçar, de ter essa sensibilidade do toque, do olhar. Às vezes as pessoas precisam de uma motivação, de um elogio, de um carinho, e nós mulheres temos essa sensibilidade”, concluiu Adriana. 

Redação TVTEC


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