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Especial Mulheres: Luta e resiliência representam a vida da atriz Basilides Ortega

Publicada em 06/03/2026 às 09:00

Adaptar-se e superar adversidades, transformando dores em força essa é a história de Basilides Leonice Ortega – Basilides Ortega – Basi – “Nona” …

Quantas mulheres cabem na vida dessa mulher de 83 anos, viúva do Joel – seu grande e único amor – mãe de duas filhas, avó de cinco netos e bisavó de outros cinco, a atriz jundiaiense mais veterana em cena, com atuação em diversas peças teatrais, campanhas publicitárias, filmes, com direito a prêmio de Melhor Atriz no Los Angeles Short Film Award, nos EUA, em 2024 e que há sete anos tornou-se um dos símbolos da Festa da Uva de Jundiaí, representando a “Nona”?

Ela por ela: Sou a somatória de todas. A menina filha única, criada numa redoma como uma Cinderela, em uma família abastada, com um pai extremamente enérgico e severo. “Meu primeiro desafio na vida foi ter amigos, pois todos tinham que ser avaliados por meu pai e se não fossem membros de tradicionais famílias jundiaienses não eram aceitos. Então fui muito só.

Na década de 60, no auge dos 18 anos, surge Joel, um mecânico, recém saído do Exército, filho de uma família muito pobre e humilde. “No começo eu tive que insistir para que o Joel me enxergasse e aceitasse a minha paixão por ele. Tudo muito escondido do meu pai, que não só descobre como me dá uma surra terrível e também no Joel. Diante da situação, meu pensamento foi: vou engravidar e meu pai vai aceitar, pois será seu primeiro neto, e vai aceitar o meu casamento. Engravidei como planejei, mas novamente fui surrada, perdi o bebê e fui expulsa de casa e acolhida pela família do Joel.

Eu enfrentei como uma guerreira tudo isso, conta Basilides e depois de quatro meses, meu pai decidiu que eu teria que me casar no civil para tentar diminuir a vergonha que eu estava dando para a família. E aí novamente uma ameaça do pai: se ela aparecesse no cartório vestida de noiva, ele queimaria o vestido e ela…

Nunca foi fácil! A Cinderela passa a viver dias de Borralheira, mas havia tanto amor que ela e o marido enfrentaram todos os desafios e preconceitos e cresceram juntos, formaram a família e depois de muitos anos Basilides resolve revelar ao marido seu sonho da juventude: ser atriz, algo que foi podado pelo pai, pois teatro era para homens, numa demonstração do machismo dele.

O marido a incentiva, pois se o sonho da juventude ainda persistia dentro dela, que fosse então estudar teatro. E aí, com quase 50 anos, já avó, com apoio também das filhas ela foi atrás do sonho, estudou muito para conseguir o tão desejado DRT (registro profissional).

De lá para cá ela relembra a importância dos professores que teve:  Jô Martin no Ballet Teatro Oficina, trabalhou ainda com Alexandre Ferreira, Claudio de Albuquerque, Marcelo Peroni e outros.

Destaca os trabalhos em cinema estão os filmes “A Equilibrista” e “Dona Irene”. Entre as peças, cita “Marmelo, Marcelo e Martelo”, na qual fez três personagens. Já em “Chapeuzinho Vermelho” foi a famosa vovozinha, é claro! E o monólogo “Brigitte”, quando representou uma senhora de 80 anos em busca de libertação de um passado de traumas e agressões, sua própria história de vida.

“Eu tenho muito orgulho de ser mulher e sempre que posso envio uma mensagem para mulheres de todas as idades e das mais diferentes classes sociais de que lutem por seus direitos, que exijam o cumprimento das leis que as protegem, que não aceitem qualquer tipo de agressão, que jamais desistam de lutar por sonhos e que nenhum homem as impeça de viver como desejam. Eu agradeço a Deus todos os dias por ser mulher e por me tornado a mulher que eu sou. Enquanto tiver saúde eu quero exercer com orgulho a minha profissão de Atriz”.

Redação TVTEC


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