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Sintomas parecidos, cuidados diferentes: como identificar alergias e síndromes respiratórias

Publicada em 07/05/2026 às 08:54

Espirros, tosse, coriza e falta de ar são sintomas comuns em períodos de mudança de temperatura. Apesar de semelhantes, podem ter origens diferentes e exigir cuidados específicos. Por isso, saber identificar esses sinais é essencial para evitar complicações e buscar o atendimento adequado no momento certo.

Com a chegada das frentes frias, aumenta a circulação de vírus, o que também eleva a incidência de problemas respiratórios. Nesse cenário, uma dúvida frequente surge: é apenas uma alergia ou uma síndrome respiratória?

Falta de ar, tosse e desconforto respiratório podem estar presentes em ambas as situações

Apesar de apresentarem sinais semelhantes, os dois quadros têm causas distintas que exigem atenção para um diagnóstico certeiro. As alergias respiratórias estão relacionadas a uma condição própria do organismo. Segundo o pneumologista Dr. Eduardo Leme, do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), a alergia não depende de uma época específica do ano, embora possa se manifestar com mais intensidade nesse período.

“A alergia é uma condição que o paciente já possui. Ela está ali independentemente de clima ou estação, mas pode se manifestar de forma mais intensa quando há contato com substâncias que desencadeiam a reação alérgica”, explica.

Essas substâncias, conhecidas como alérgenos, incluem poeira, ácaros, mofo, pólen, pelos de animais, além de cheiros fortes, como perfumes e produtos de limpeza, e até mudanças bruscas de temperatura, que é a situação atual da nossa região. O especialista explica que as alergias respiratórias podem afetar diferentes partes do sistema respiratório, sendo elas as vias aéreas superiores, como nariz e garganta, com os sintomas mais comuns espirros, congestão nasal, coriza e coceira. E vias aéreas inferiores, como brônquios e pulmões, com sintomas de tosse seca, chiado no peito e falta de ar, especialmente em casos de asma. 

O uso de inaladores auxilia no controle de falta de ar, muito comum em alergias respiratórias

Já as síndromes respiratórias não alérgicas são, em sua maioria, causadas por infecções virais ou bacterianas, como gripes e resfriados. Esses quadros tendem a ser mais frequentes durante o outono e o inverno, período em que há maior circulação de vírus. Embora os sintomas possam ser parecidos com os das alergias, alguns sinais ajudam a diferenciar.

“Nos quadros infecciosos, além da tosse e da coriza, é comum a presença de febre, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço, sintomas que não são típicos das alergias”, destaca o Pneumologista. 

Em alguns casos, infecções respiratórias podem se agravar e evoluir para a chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com sintomas como dificuldade intensa para respirar e queda na oxigenação do organismo, podendo exigir internação.

“Quando há piora dos sintomas, especialmente com falta de ar mais intensa, é fundamental buscar avaliação médica para evitar complicações”, reforça.

Além do diagnóstico correto, a adoção de hábitos preventivos é essencial para reduzir tanto crises alérgicas quanto síndromes respiratórias. Entre as principais recomendações estão evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e higienizar as mãos com frequência. A atenção deve ser redobrada entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A vacinação contra gripe, Covid-19 e, em alguns casos, pneumonia, também é uma aliada importante na prevenção de quadros mais graves.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Hospital de Caridade São Vicente de Paulo


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