Enquanto cuidam dos filhos de outras famílias, elas também carregam a missão mais importante: ser mãe
Mãe aprende a viver em turnos. Turnos de trabalho, de cuidado, de atenção constante. Enquanto muita gente dorme, ela reorganiza a rotina. Enquanto o mundo segue no automático, ela observa sinais, acolhe crises, comemora pequenas evoluções que, para ela, nunca são pequenas.
A história da Regiane Cristina dos Santos Cardoso, de 36 anos, se mistura com a de tantas outras mães que diariamente deixam seus filhos com a rede de apoio para cuidar dos filhos dos outros. Enfermeira na APAE de Jundiaí, ela é mãe do Heitor, de 8 anos, diagnosticado com TEA e TDAH, e do Theo, de 5, que ainda está em investigação para diagnóstico de TEA e TOD. Esta super-mãe conhece o peso e a beleza do cuidado em todas as suas formas.
Ao lado do marido, adaptou a própria vida para garantir que os filhos tenham presença e acompanhamento. Enquanto ela trabalha durante o dia, ele assume a rotina da casa e das crianças. À noite, os papéis se invertem. E, entre uma jornada e outra, existe também a rede de apoio construída pela família. “Meus pais e minha irmã ajudam muito quando precisamos, e nos ajudam com as crianças”, conta.
Regiane sempre foi apaixonada pela área da saúde mental e deficiência intelectual. Há mais de dez anos transformou a paixão em trabalho. Mas a maternidade trouxe um novo significado para tudo o que ela já sabia na teoria. Hoje, ela entende na prática o valor de um atendimento humanizado, do olhar atento, do carinho e da paciência que respeita o tempo de cada criança.
“Eu trato as crianças que atendo como eu gosto que tratem meus filhos”, comenta. E talvez seja justamente aí que mora a força de mães como a Regiane: no cuidado que transborda. No amor que vira escuta, proteção, adaptação e coragem diária.


Ser mãe de crianças neurodivergentes é aprender que desenvolvimento não tem fórmula pronta. Que existem dias difíceis, cansativos e silenciosos. Mas também existem conquistas que merecem ser ressaltadas com o coração inteiro.
Neste Dia das Mães, a APAE de Jundiaí homenageia mulheres como a Regiane. Mães que cuidam, acolhem, trabalham, lutam e seguem, mesmo quando ninguém está vendo. Mães que descobriram na própria caminhada uma força que talvez nem imaginassem ser possível existir.
Fonte / Imagem: APAE Jundiaí


