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12 de maio, Dia do Enfermeiro: cuidado, acolhimento e empatia transformam a profissão

Publicada em 12/05/2026 às 07:30

Enfermeiras do Hospital São Vicente de Paulo mostram que a profissão exige dedicação, equilíbrio emocional e amor ao próximo

Os enfermeiros são verdadeiros anjos na Terra, dedicam suas vidas para cuidar dos outros. No dia 12 de maio, Dia do Enfermeiro, a TVTEC Jundiaí foi conhecer duas profissionais que atuam no Hospital São Vicente de Paulo (HSV): Andrea Cristina Libanio, técnica em Enfermagem, 45 anos e 24 anos no HSV e Ingrid Fernandes Romildo, Auxiliar de Enfermagem, 21 anos, há 9 meses no hospital.

“Durante os plantões, a saúde mental às vezes desgasta, mas os laços que criamos com os pacientes animam o dia a dia”, explicou Andrea.

Vocação

A profissão vai muito além de prestar serviços de assistência, de medicar ou higienizar, é também escutar e se tornar apoio para o paciente.

Andrea afirmou que para ser profissional de enfermagem é preciso ter o dom: “É preciso gostar do que faz, porque temos contato direto com os pacientes, sempre é preciso estar disposto a cuidar fisicamente e, em muitos casos, mentalmente”.

Já Ingrid que está começando agora na área explicou que não está somente adquirindo bagagem profissional, mas sim aprendendo a decifrar o que os pacientes realmente precisam: “Eu também ainda estou entendendo até que ponto devo ser profissional com os pacientes. Muitas vezes eles precisam de um ombro amigo para conversar e a enfermagem também é isso, é estar presente tanto como profissional quanto como uma amiga, venho descobrindo isso nos atendimentos”.

Desafios

Os desafios nunca acabam, diariamente os limites desses profissionais são testados. A saúde mental é colocada em jogo e o emocional é posto à prova.

Andrea revelou que umas das piores crises de sua carreira foi durante a Pandemia de Covid-19, a rotina exaustiva, a perda diária de pacientes e a falta de uma solução para a situação esgotou sua saúde mental: “Não foi fácil, aquela rotina pesada, o paciente que chegava bem, mas aí a situação se complicava e você o perdia em questão de horas. Eu vi muita gente partindo e isso mexeu com o meu emocional”. Andrea também explicou que a grande lição que aprendeu nesse período foi encontrar o equilíbrio para conseguir estabilizar o mental, desde então, sempre que finaliza o expediente, evita ao máximo pensar em trabalho.

Ingrid compartilha da mesma dificuldade durante os plantões: “O setor de Urgência e Emergência é sempre inesperado e é preciso estar muito bem preparado. Quando chega um paciente grave e eu não consigo evitar sua piora, eu me sinto impotente, porque em alguns casos não existe mais solução. Ser enfermeira também é saber lidar com a perda”.

Acolhimento e empatia

O enfermeiro é rede de acolhimento, quem muitas vezes sacrifica momentos com a família e amigos para estar presente de corpo e mente para o paciente. Exercem um papel fundamental no dia a dia hospitalar e tornam o cotidiano dos pacientes mais leve.

Ao final Andrea deixou uma mensagem para aqueles que pensam em seguir na área: “Se você estiver disposto a se doar para o próximo, faça o curso. A enfermagem é uma profissão que não é possível trabalhar por trabalhar”. E Ingrid concluiu: “A enfermagem exige empatia. Você será o profissional que vai escutar, conversar e abraçar, se não souber fazer isso com o próximo, é melhor que não siga na área”.

Mídias TVTEC Jundiaí

Imagens: Acervo TVTEC Jundiaí


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