Internet chega a 95% das casas brasileiras, mostra IBGE
Dar aquela espiadinha no celular durante a aula virou coisa do passado em vários paÃses e também no Brasil

Uma pesquisa recente do Ministério da Educação revelou que cerca de 92% das escolas do paÃs já cumprem as novas regras de restrição, criadas no começo do ano passado. Em vez de telas no recreio, mais brincadeiras e diversão.
É um movimento global que busca proteger os mais novos dos efeitos nocivos das telas. E uma pesquisa do IBGE, divulgada nesta semana, mostra que essa conscientização tem surtido efeito. O uso de celular cresceu em todas as faixas etárias de 2024 para 2025, menos em uma: a de crianças entre 10 a 13 anos.
Maria Mello, que é coordenadora do Eixo Digital do Instituto Alana, lembra que existe um guia para o tema no Brasil e a indicação é que crianças não tenham celular próprio até os 12 anos. E sempre tenha supervisão parental, com regras claras de uso.
Já os idosos estão cada vez mais conectados. Em 2019, 66,7% das pessoas com 60 anos ou mais tinham um celular. Em 2025, já são mais de oito a cada dez (80,3%).
A internet chega a 95% das casas. Conversar por chamadas de voz ou vÃdeo é a principal finalidade das pessoas na web (95%). As redes sociais também mobilizam o interesse da maioria. É o terceiro principal interesse (85%). Mas os usos que mais têm crescido nos últimos anos são o acesso a serviços bancários e a compra de bens e serviços.
A pesquisa do IBGE ainda confirma uma mudança gradual no jeito que as pessoas usam a televisão. O aparelho está cada vez mais conectado e já é a segunda tela mais usada para acessar internet, só fica atrás do celular.
A TV aberta continua forte e chega em 85% das casas, mas ela não detém mais o monopólio da atenção. Os serviços de streaming pagos continuam crescendo e já estão presentes em mais de 44% das casas, um aumento de 1,5 milhão de domicÃlios de 2024 para 2025. É cada vez maior, inclusive, o número de pessoas que não recebem sinal da TV aberta e nem assinam canais de TV por assinatura. Essa taxa quase dobrou em três anos e já representa 7,5% das residências.
Fonte: Agência Brasil


