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Você cumpriu as metas que fez em janeiro? 

Publicada em 31/08/2026 às 08:30

Saiba como reconhecer mudanças de prioridades e adaptar objetivos sem interpretar esse processo como fracasso

No início do ano, é comum estabelecer metas, seja praticar mais exercícios físicos, economizar dinheiro, viajar, procurar um novo emprego ou, até mesmo, cuidar mais de si, mas conforme o passar dos meses, chega o momento de revisar os planos e analisar o que realmente saiu do papel. 

Psicóloga Thelma Marques./Divulgação: acervo pessoal 

Esse momento pode ser delicado e gerar sentimentos de frustração, comparação e ansiedade. Para falar sobre esse assunto, a TVTEC Jundiaí convidou a psicóloga Thelma Marques, que apresentou maneiras de lidar com essas sensações e alertou sobre os perigos da autocobrança excessiva. 

Processo de transformação

A vida constantemente traz mudanças, sejam elas boas ou ruins, e aprender a lidar com isso é o passo inicial para um processo de transformação: “Essa revisão pode revelar muito mais do que aquilo que foi ou não realizado, pode mostrar quem nos tornamos ao longo desses oito meses. Às vezes, o ano é iniciado com determinadas expectativas, mas no decorrer desse processo, a vida apresenta situações que não estavam previstas”, explicou a psicóloga.

Diante disso, Thelma esclareceu que é muito importante saber diferenciar as metas que fazem sentido, daquelas que não estão conectadas com os valores pessoais: “É importante saber diferenciar as metas que ainda fazem sentido, das que não fazem mais. Isso pode ser feito analisando os significados dos objetivos e observando se eles continuam alinhados aos valores pessoais, muitas vezes mudar esse caminho durante o processo é um sinal de amadurecimento”.

Em que ponto a autocobrança é perigosa?

Diferenciar as metas prioritárias podem diminuir a autocobrança, mas quando ela se torna excessiva, sentimentos de ansiedade e comparação afloram e, segundo a psicóloga, é nesse ponto que surgem os perigos: “A autocobrança é positiva quando ajuda a assumir responsabilidades e buscar crescimento, mas se torna um alerta quando isso gera a sensação de insuficiência, comparação e ansiedade. Às vezes é preciso ser mais gentil consigo mesmo e reconhecer as próprias conquistas”. 

Para evitar a autocobrança excessiva, caminhos alternativos podem ser tomados para alcançar os objetivos estabelecidos, mas é preciso entender que seguir por outros caminhos não significa falhar: “Uma das primeiras coisas a ser feita é separar o objetivo em etapas, como estabelecer prazos, pedir ajuda de pessoas ao redor e entender as próprias limitações. Não ter alcançado a meta exatamente como o planejado, não é sinônimo de fracasso”, afirmou Thelma.  

O ano ainda não acabou

Ainda restam quatro meses para 2026 chegar ao fim, tempo suficiente para estabelecer novas metas ou analisar aquelas que já estão em andamento: “Nesse momento do ano, o ideal é filtrar os objetivos ainda relevantes e se fazer as seguintes perguntas: o que 2026, até o presente momento, me ensinou sobre o meu propósito? Quais hábitos preciso deixar para trás? O que ainda é relevante para mim nesses últimos meses? Como eu quero estar em dezembro?”, concluiu a psicóloga. 

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