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Dia do Educador Físico: uma profissão que vai muito além do esporte

Publicada em 01/09/2026 às 08:30

À convite da TVTEC Jundiaí, três profissionais compartilham suas experiências e mostram como a profissão contribui para o desenvolvimento esportivo, social, emocional e, também, para a qualidade de vida.

Quando um atleta entra em campo, pisa na quadra, pula na piscina ou se prepara para a largada, o público, geralmente, não observa todo o processo realizado até aquele momento, mas existe um profissional responsável por cada treino, cada vitória e cada conquista.

Neste Dia do Educador Físico, a TVTEC Jundiaí traz a perspectiva de três convidados: Rita Orsi, Secretária de Esporte e Lazer, Norberto José Silva, conhecido como “Borracha”, uma lenda viva do basquete, e Deise Arruda, que há 12 anos trabalha com a Educação Física para além do esporte de rendimento.

Primeira faísca esportiva

Muitas vezes, o primeiro contato com o esporte é na escola, durante as aulas de Educação Física, em que o professor apresenta diversas modalidades e, alguns alunos, se destacam e tornam-se atletas mirins. Segundo Rita Orsi, o educador físico desempenha um importante papel nas categorias de base, ele é responsável por despertar a paixão esportiva: “Aqueles que atuam nas categorias de base, desempenham uma função que vai muito além da preparação de treinos. Eles são responsáveis por transformar todo o potencial daquele jovem atleta em paixão, para que ele se dedique ao esporte”.

Para Borracha, que já foi técnico da Seleção Brasileira Juvenil de Basquete Feminino, o educador físico também atua na formação social: “O principal objetivo de um professor ou técnico é formar as pessoas para ter uma vida de qualidade na sociedade, tanto na formação quanto no alto rendimento, devemos nos preocupar com princípios educacionais, para que o jovem atleta cresça sendo uma boa pessoa”.

Limites psicológicos

Conforme o desenvolvimento do jovem atleta, uma carreira no esporte começa a ser construída e, ao mesmo tempo, surgem cobranças e pressão: “Chega um momento no esporte que é necessário preservar o atleta e isso parte do educador físico. Ele é quem vai tomar a iniciativa de preservar de lesões, exposições indevidas e garantir segurança ao atleta, mas para isso é preciso ter bom senso para que durante esse processo haja diálogo e comunicação”, esclareceu a secretária.

Essa preservação acontece, principalmente, nas derrotas, em que os limites são testados e a frustração vem à tona, e é nesses momentos que o educador físico assume o papel de amigo conselheiro: “O educador físico precisa, também, se colocar à disposição daquele atleta nesses momentos, assim, cria-se um vínculo, em que o treinador se torna um amigo que aconselha”, disse Rita. Borracha também segue a mesma linha de pensamento: “Muitas vezes temos que assumir a função de pai, irmão ou amigo para suprir as necessidades do atleta e fazer a diferença na formação dele”.

Valorização profissional

Rita Orsi também apresentou o trabalho da Secretária de Esporte e Lazer para a valorização dos educadores físicos da cidade “Os educadores físicos também performam, então, trabalhamos para reconhecer as entregas deles. Também levamos capacitação, trazemos profissionais para debates, reflexões para que o educador também se desenvolva, e através dos programas públicos, como Escola de Esporte, Esporte Maior, PEAMA e Esporte Campeão, buscamos tornar esses profissionais os protagonistas na formação dos atletas e paratletas de Jundiaí”, explicou.

Para além do esporte

Deise Arruda, graduada pela Escola Superior de Educação Física (ESEF), atua na área há mais de 12 anos, mostrou o outro lado da profissão, que vai muito além da competição e rendimento: “A função do educador físico vai muito além do esporte e da performance, é um profissional que contribui para a saúde pública e qualidade de vida”, esclareceu.

Para ela, a prática de atividades físicas ainda é vista apenas como uma questão estética, mas é muito mais do que vaidade, pode contribuir para a saúde mental e no desenvolvimento de hábitos mais saudáveis : “As pessoas têm a visão de que as atividades físicas contribuem somente para o físico e não é apenas isso. Elas ajudam na autoestima, melhoram a coordenação motora e incentivam hábitos mais saudáveis, como uma dieta mais saudável, por exemplo”.

Aprendizados da profissão

Mais do que preparar atletas para competições, o educador físico acompanha trajetórias, aconselha e contribui para que cada conquista seja construída com paixão, planejamento e responsabilidade.


“São, praticamente, 45 anos nessa atividade e eu aprendi que ninguém faz nada sozinho, ninguém colhe nada sozinho, nós precisamos um dos outros. Posso dizer que aprendi também que dói bastante os fracassos, alguns deles demoram um pouquinho para sair do coração, mas aprendi que com planejamento, a gente consegue se levantar” - Rita Orsi.

“Eu aprendi que como professor esportivo posso ter grande influência no desenvolvimento de uma pessoa. Quando sou abordado por ex-atletas que relatam a minha importância na carreira profissional e na formação deles, é algo muito mais relevante do que ganhar um título” - Norberto José da Silva (Borracha).


“Eu aprendi que posso transformar não somente o físico das pessoas, mas também a vida delas, foi exatamente por isso que escolhi essa profissão. É fantástico observar a evolução física e mental do aluno - Deise Arruda.


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