Paulista se despede de Baitu, ex-zagueiro que marcou época em Jundiaí
O futebol de Jundiaí perdeu nesta terça-feira (6) um de seus personagens históricos. Morreu, aos 80 anos, Nivaldo Beisiegel, conhecido como Baitu, ex-zagueiro do Paulista Futebol Clube, que também deixou sua marca na vida comunitária da cidade.

Uma grande identificação com o Paulista e Jundiaí
Jundiaiense, Baitu nasceu em 15 de outubro de 1945 e começou a jogar futebol ainda criança, aos oito anos, na Escolinha do Corintinha da Vila Rio Branco. Depois de passar por equipes da várzea, chegou ao futebol amador do Paulista e conquistou espaço no elenco profissional.
O zagueiro defendeu o Galo entre 1969 e 1973, período em que enfrentou algumas das principais equipes do futebol paulista. Entre os jogos que marcaram sua trajetória estão confrontos contra Palmeiras e Portuguesa, além de uma partida diante do Santos, na qual atuou improvisado na lateral e teve a missão de marcar Manoel Maria.
O duelo contra o Santos teve um significado especial para a história do clube, já que aconteceu durante a inauguração do estádio Dr. Jayme Cintra, um dos momentos importantes da trajetória do Paulista.
A passagem pelo futebol profissional fez de Baitu um dos nomes ligados à história do clube em uma época de transformação do futebol jundiaiense. Mesmo depois de deixar os gramados, ele manteve a ligação com a cidade e com o esporte.

Atuação na comunidade
Após encerrar a carreira no futebol, Baitu trabalhou como mecânico eletricista da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. A mudança de atividade, no entanto, não significou o afastamento da vida comunitária de Jundiaí.
Durante muitos anos, foi diretor da Associação dos Aposentados de Jundiaí, onde participou de ações voltadas à população idosa. Também integrou o Conselho Municipal do Idoso em um período de sua vida, mantendo atuação em iniciativas relacionadas à terceira idade.
A trajetória de Baitu, portanto, passou pelo futebol e também pela participação na comunidade. Entre os gramados e o trabalho voluntário, construiu uma história marcada pela ligação com Jundiaí, onde nasceu, viveu e deixou lembranças entre companheiros de equipe, amigos e moradores.
A morte de Nivaldo Beisiegel encerra a trajetória de um dos personagens que ajudaram a construir parte da história do Paulista e que também dedicaram anos à comunidade jundiaiense.
Fonte / Foto: Redação TVTEC


