DAE alerta para risco de refluxo de esgoto causado pela água da chuva
A DAE Jundiaí alerta para os riscos causados pela ligação irregular de calhas, ralos externos e tubulações de água da chuva à rede de esgoto, especialmente durante períodos de chuvas intensas. Essas conexões aumentam o volume de água nas tubulações, que não são dimensionadas para receber a vazão adicional, podendo provocar sobrecarga no sistema e o retorno de esgoto para dentro dos imóveis.
Embora façam parte da infraestrutura de saneamento, as redes de esgoto e de águas pluviais têm funções diferentes. A rede coletora de esgoto recebe os efluentes gerados em atividades domésticas e industriais, como os provenientes de pias, máquinas de lavar, chuveiros e sanitários, e os conduz até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Já a rede de drenagem pluvial é destinada ao escoamento da água da chuva, que segue por galerias até rios e córregos. Quando os dois sistemas são conectados irregularmente, o excesso de água pode comprometer o funcionamento da rede de esgoto, causando rompimentos, extravasamentos em poços de visita e refluxo para dentro das residências.
O diretor-presidente da DAE Jundiaí, Daniel Bocalão, destaca que a separação adequada das redes é fundamental para evitar problemas durante temporais. Segundo ele, as ligações irregulares de águas pluviais aumentam o volume recebido pela rede coletora e podem prejudicar seu funcionamento. Por isso, a orientação é manter os sistemas separados e verificar as instalações dos imóveis, principalmente em períodos de chuva intensa.

Descarte incorreto também provoca entupimentos
Além das ligações irregulares, o descarte inadequado de resíduos nas instalações sanitárias pode causar entupimentos e comprometer o fluxo de esgoto pelas tubulações.
Óleo de cozinha, restos de alimentos, pó de café, lenços umedecidos, fraldas e absorventes, por exemplo, não devem ser descartados em pias, ralos ou vasos sanitários. Esses materiais podem obstruir as tubulações e prejudicar o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário.
A conservação da rede depende tanto do trabalho de prevenção e manutenção realizado pela DAE quanto dos cuidados adotados pela população no dia a dia. A destinação correta da água da chuva e o descarte adequado dos resíduos ajudam a preservar a infraestrutura de saneamento e a reduzir a ocorrência de transtornos, sobretudo durante períodos de instabilidade climática.
A orientação é que os moradores verifiquem se as instalações de seus imóveis direcionam a água da chuva para o sistema de drenagem pluvial, sem conexões com a rede coletora de esgoto.
Redação TVTEC


