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Chuva e calor reforçam alerta para prevenção da dengue

Publicada em 16/03/2026 às 10:18

As chuvas intensas registradas desde o início do ano, especialmente nos últimos dias, no Estado de São Paulo acendem um alerta para a prevenção da dengue. A combinação de calor e água parada cria condições favoráveis para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas simples dentro de casa e nos espaços externos para evitar a formação de criadouros e reduzir o risco de transmissão.

O infectologista Dr. Marco Aurélio Cunha de Freitas explica que o quadro clínico da dengue costuma surgir de forma abrupta e merece observação criteriosa. “Os sintomas mais frequentes incluem febre, indisposição intensa, dores musculares, manchas pelo corpo e cefaleia. Nos casos mais severos, podem ocorrer derrames em cavidades do organismo. A fase crítica costuma se concentrar nos primeiros dez dias, e a febre geralmente se estende até a primeira semana”, observa. A recuperação varia conforme a resposta de cada paciente e pode se estender por até um mês.

O especialista destaca ainda que confundir dengue com gripe é um erro comum, mas evitável. “A gripe se caracteriza por sintomas respiratórios, como coriza, tosse e congestão nasal, manifestações que não fazem parte da dengue. Essa diferenciação é essencial para que o paciente receba o atendimento adequado no momento certo.”

Como há quatro sorotipos distintos do vírus, é possível adoecer mais de uma vez. E justamente em quem já teve a doença antes, o risco de agravamento costuma ser maior. Nos atendimentos, equipes médicas monitoram sinais de perda de plasma sanguíneo, um dos principais indicadores de complicações. “No hemograma, observamos especialmente a contagem de plaquetas e os indícios de hemoconcentração. A redução do volume plasmático pode levar a condições como ascite, derrame pleural e pericárdico, mesmo na ausência de sangramentos visíveis”, explica o infectologista.

Sem um medicamento capaz de eliminar o vírus, o tratamento se concentra no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Hidratação adequada desde o início do quadro e uso correto dos medicamentos orientados pelo médico são essenciais para a recuperação.

Medidas simples como eliminar recipientes que acumulam água, manter quintais limpos e revisar com frequência espaços que possam servir de criadouro, têm impacto direto na proteção individual e coletiva. Cada ação conta no enfrentamento à doença.

Além das ações de combate ao mosquito, a imunização se destaca como uma aliada importante no enfrentamento à dengue. A vacina está sendo incorporada de forma estratégica: no sistema público, é oferecida a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que vivem em municípios definidos como prioritários pelo Ministério da Saúde. Já na rede privada, o imunizante está disponível em clínicas e farmácias para pessoas de 4 a 60 anos. A ampliação do acesso à vacina fortalece a proteção coletiva e ajuda a diminuir a ocorrência de quadros graves e hospitalizações.

Dr. Marco Aurélio fala sobre cuidados com a dengue.

Fonte e Imagem: Assessoria de Comunicação – Hospital de Caridade São Vicente de Paulo


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