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22 de abril – Hoje é o Dia da Terra

Publicada em 22/04/2026 às 12:19

Para conscientizar sobre a importância da preservação ambiental e a proteção do planeta, foi criado em 1970,  nos Estados Unidos, pelo senador Gaylord Nelson, o movimento que mobiliza mais de um bilhão de pessoas globalmente para combater poluição, desmatamento e mudanças climáticas. 

A data é vista como um chamado para que cada indivíduo faça escolhas mais conscientes para proteger o meio ambiente e reflita sobre a importância da conservação da biodiversidade e adoção de práticas sustentáveis.

Flavio Gramolelli Junior superintendente da Fundação Serra do Japi destaca a importância da data para reconhecer a beleza do nosso planeta e a importância de protegê-lo para as gerações presentes e futuras. “Em 2026, o tema definido pela EARTHDAY.ORG é “Our Power, Our Planet” (“Nosso Poder, Nosso Planeta”), que ressalta a força da mobilização coletiva, da defesa ambiental e do poder comunitário na proteção dos direitos da Terra. A ideia central é clara: juntos podemos transformar desejo em ação, mobilizando mais de 1 bilhão de pessoas para enfrentar diretamente a crise climática”, destacou.

As atividades deste movimento são diversas e inclusivas, explicou o ambientalista. “Existem limpezas de praias, rios e espaços urbanos que ajudam a reduzir a poluição, preservam ecossistemas locais e promovem hábitos mais conscientes de consumo. O plantio de árvores surge como uma ação concreta de restauração de mapas de carbono e de sombra para comunidades que sofrem com as ondas de calor”.

Outras ações como as campanhas educacionais – continuou Gramolelli visam ampliar o conhecimento sobre mudanças climáticas, soluções energéticas limpas, consumo responsável e direitos da Terra, fortalecendo a capacidade das pessoas de agir de forma informada. Petições e ações legislativas, bem como eventos de conscientização, chamam a atenção para políticas públicas eficazes, transparência ambiental e o respeito aos direitos de comunidades que enfrentam impactos climáticos.

Para o superintendente da Fundação Serra do Japi, mais do que um dia no calendário, o Dia da Terra em 2026 é um convite para que cada pessoa encontre maneiras de participar: seja organizando uma coleta de resíduos no bairro, apoiando projetos de reflorestamento, promovendo palestras nas escolas, assinando petições por leis climáticas mais ambiciosas ou participando de mutirões de educação ambiental.

“Este é um momento de união global, onde o poder local se conecta ao poder global, demonstrando que a proteção do planeta é um compromisso compartilhado e que, com determinação e solidariedade, podemos construir um futuro mais justo, saudável e sustentável para todos”, finalizou Flávio Gramolelli Junior.

“Juntos podemos transformar desejo em ação, mobilizando mais de 1 bilhão de pessoas para enfrentar diretamente a crise climática”, explicou Flávio/Divulgação: Bancários Jundiaí.

O Dia da Terra para quem vive da terra

Enquanto ambientalistas defendem o planeta Terra, o agricultor, Paulo Castro – Paulinho – do sítio São Pedro, no bairro do Caxambu, tem uma visão mais prática sobre a data. “Tenho 48 anos, 40 dedicados a lidar com a terra, com o chão, mesmo! E posso garantir que o meu trabalho contribui com a preservação do planeta, pois além de tratar a terra como precisa ser trabalhada eu sei que tudo que planto aqui no sítio vai direto para a casa de outras pessoas que estão em busca de alimentos saudáveis”.

Paulinho Castro e sua esposa Elisangela cuidam diretamente das hortaliças/Divulgação: acervo pessoal.

Com sua plantação de uvas, hortaliças e milho para silagem, Paulinho e sua família sabe dos muitos desafios que é o de viver da terra. “Hoje, as mudanças climáticas, as doenças que surgem na agricultuira , a falta de mão de obra para o manejo das plantações, sempre deixam o agricultor com o coração na mão. A gente nunca sabe o que vamos enfrentar em cada nova safra ou ciclo. Tem dias de desespero sim. Dias em que penso, vou deixar de ser agricultor e achar um outro trabalho. Mas, quando olho para o meu passado e lembro dos meus pais o “seu” Luiz Carlos e a “dona” Alzira, que criaram seis filhos trabalhando de sol a sol na terra. Aí eu sigo em frente e me preparo para todos os desafios e incertezas”.

Um ponto positivo para o agricultor são dois programas desenvolvidos pela Prefeitura: Produtor na Praça e a Feira do Produtor que garantem durante todo ano escoar a produção e assim, garantir o sustento de várias famílias de agricultores.

“Essas feiras são uma benção nas nossas vidas. Eu, minha esposa e uma cunhada participamos dos dois programas da Prefeitura e o resultado delas me garantem ter as contas pagas. Nós agricultores estamos sempre preocupados com os resultados das nossas plantações. Meu carro chefe é a uva, mas já teve uma colheita que perdi tudo por conta de chuva de granizo. Então com ajuda da tecnologia e investimentos que fiz, eu tenho as hortaliças, com mais de 20 produtos plantados e o milho, esse destinado a alimentação de animais, garantindo assim o meu sustento”, explicou Paulinho.

Uma das alegrias do agricultor do Caxambu é o retorno dos clientes, sobre a qualidade dos produtos por ele plantados. “É uma satisfação tão grande e nessa hora eu tenho a certeza de que estou no caminho certo. Eu sempre digo: a terra não precisa de mim, mas eu preciso e muito da terra”, finalizou Paulinho Castro.

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