Parque do Corrupira é símbolo afetivo para família de Jundiaí
Há 20 anos, mãe e filho participam das programações especiais do Dia do Trabalhador
O Parque Municipal do Trabalhador ou também, Parque do Corrupira, foi inaugurado em 1979 e é considerado um dos mais tradicionais de Jundiaí. Para muitos é um local nostálgico que guarda lembranças da infância e memórias em família.
Esse é o caso de Natalie Roberta Campos Rodrigues e João Guilherme Rodrigues, mãe e filho, que moram há mais de 20 anos no bairro Corrupira e que contaram à TVTEC Jundiaí a história de amor e carinho que possuem pelo parque.

“Sempre vamos ao parque e praticamente todos os anos nós participamos das atividades do Dia do Trabalhador”, afirmou Natalie./Divulgação: acervo pessoal.
Tradição familiar
Ainda quando criança, Natalie frequentava o espaço com a família, aos domingos sua avó juntava todos os netos, e os levava para brincar no famoso “Foguetão”, antigo brinquedo do parque: “Juntava minha avó, meus tios, meu pai e meus primos, era o nosso passeio de domingo, uma grande aventura”, relembrou.
Natalie morava no bairro do Agapeama, mas quando engravidou de João Guilherme resolveu se mudar, se encantou por uma casa no bairro Corrupira, muito próxima ao parque, que a fez reviver as memórias de sua infância. Na época o bairro era totalmente rural, poucos moradores e muita tranquilidade, foi neste ambiente que João cresceu.
Após alguns anos, Natalie engravidou de seu caçula, Pietro Rodrigues Gobbo. Ela buscou passar para os filhos tudo o que vivenciou quando criança, levava os meninos ao parque sempre que podia para que pudessem se divertir e passar tempo juntos em família: “Foram etapas, primeiro veio o João e eu ia passear com ele, depois veio o Pietro e, então, nós três íamos ao parque. Durante a semana eu gostava de fazer caminhada e levava eles, era muito divertido”, relatou a mãe e João completou: “Foi uma época muito boa, eu e o Pietro aproveitamos muito, brincávamos bastante e tomávamos sorvete”.


Revitalização e reinauguração
Durante os anos em que o parque esteve fechado para revitalização, a família explicou que o bairro passou por dificuldades, com o movimento baixo, os comércios ficaram sem clientes e alguns fecharam as portas. O parque sempre foi o cartão postal do Corrupira, com as pessoas parando de frequentar, a identidade do bairro se perdeu aos poucos.
Com a reinauguração isso mudou. Agora, o bairro tem visibilidade, os comércios têm movimento e a região voltou à vida: “Quando aconteceu o evento de reinauguração o bairro parou. Muitas pessoas de Jundiaí e das cidades vizinhas vieram, o parque estava lotado”, disse João. “Foi muito gratificante para a gente, principalmente para mim. Como eu frequentava quando criança, eu acompanhei todas as fases e evolução do parque, depois da reforma ele está lindo”, Natalie complementou.

Dia do Trabalhador
João relatou que desde pequeno, vai ao parque no Dia do Trabalhador. Todos os anos, ele e sua família participam das atividades e aproveitam para passar o dia juntos durante o evento. No 1º de maio, o parque recebe diversas atrações especiais e neste ano não será diferente, a programação inicia às 08h e conta com food trucks, feiras artesanais, o famoso “trenzinho” e muito mais.
Construção de memórias
Para a família Rodrigues o Parque do Corrupira é muito mais do que apenas um ambiente de lazer e diversão, é um lugar para relembrar momentos especiais e reviver o passado: “É um ambiente para criar memórias e recordações de vida. Para quem nunca visitou, recomendo ir”, disse Natalie e João concluiu: “Para mim é um lugar nostálgico, todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida”.
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